Dólar à Vista Apresenta Correção Após Queda em Janeiro
O pregão de fevereiro iniciou com sinais de correção para o dólar, após o mês de janeiro ter encerrado com uma queda de 4,39%. Na segunda-feira, 2, a taxa de câmbio fechou em alta de 0,19%, atingindo R$ 5,257. Essa movimentação se diferenciou dos pares emergentes, que registraram pequenas desvalorizações, indicando um ajuste técnico no mercado.
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Análise do Mercado e Expectativas
A alta da moeda americana foi acompanhada pelo avanço do índice DXY, que subiu 0,69% no pregão. Esse índice, que mede o valor do dólar em relação a uma cesta de moedas, avançou pela segunda consecutiva, impulsionado principalmente pelo fortalecimento em relação ao iene e ao euro.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, atribui essa recuperação ao “desaparecimento de incertezas em relação à independência do Banco Central americano”. No entanto, Cristiane Quartaroli, economista chefe do Ouribank, ressalva que “não significa que a alta continuará”, devido às taxas de juros ainda elevadas no Brasil, que atraem investimentos estrangeiros.
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Fluxo de Capitais e Cenário Político
O saldo do período, até a última quinta-feira, 29, revelou um ingresso de R$ 397,44 bilhões e retiradas de R$ 372,1 bilhões. Esse número está muito próximo do fluxo total de 2025, que foi de R$ 25,47 bilhões. Cristiane Quartaroli destaca que “a volta das atividades no Congresso traz volatilidade para os ativos”.
A atenção do mercado se volta agora para a Ata do Copom, que será divulgada nesta terça-feira, 3.
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Entendendo o Dólar à Vista e Futuro
O dólar à vista é o valor negociado no mercado de câmbio para liquidação imediata, geralmente em até dois dias úteis. É uma ferramenta comum para operações de curto prazo realizadas por empresas e instituições financeiras, oferecendo transparência no momento da transação.
O dólar futuro, por outro lado, são contratos de compra e venda da moeda para liquidação em uma data futura, negociados na bolsa e utilizados para proteção contra a volatilidade cambial. Sua cotação reflete as expectativas do mercado em relação à economia, podendo divergir do dólar à vista em momentos de incerteza.
