Em 2026, Direito do Consumidor prioriza estratégia, não reação. Dados de Procon e SAC orientam decisões, transformando contencioso em ferramenta de gestão.
Em 2026, o Direito do Consumidor apresenta uma mudança significativa. O foco se desloca da resposta imediata aos conflitos para uma abordagem mais estruturada e estratégica. O sistema amadureceu, permitindo decisões mais conscientes e bem informadas, em vez de reflexos rápidos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Nos anos anteriores, muitas empresas haviam adotado uma postura de lidar com contencioso de consumo como uma contingência inevitável. Isso resultou em volumes elevados de reclamações, respostas rápidas, decisões instáveis e a sensação de que o sistema mudava mais rápido do que a capacidade de adaptação dos departamentos jurídicos.
Essa lógica acelerada começou a mudar de forma clara em 2025.
O Direito do Consumidor entrou em uma fase de maior estabilidade institucional, na qual padrões se repetem e sinais se tornam mais visíveis. A previsibilidade passou a ser um elemento concreto de gestão. Essa mudança permitiu que os departamentos jurídicos identificassem teses relevantes com mais facilidade, e que decisões em massa nos tribunais estaduais fossem orientadas por entendimentos consolidados nos tribunais superiores.
O contencioso deixou de ser apenas um problema jurídico e passou a funcionar como um espelho da operação da empresa. As reclamações, observadas de forma integrada, revelavam falhas de processo, ruídos de comunicação e pontos sensíveis da jornada do consumidor.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Essa nova perspectiva permitiu que as empresas identificassem riscos operacionais antes que eles se transformassem em conflitos legais.
Em 2026, a integração de dados de Procon, SAC, plataformas digitais e contencioso se tornou fundamental. Empresas que conseguiram incorporar esses dados em suas decisões ganharam capacidade de agir antes que o conflito escalasse. A jurimetria e a análise de padrões deixaram de ser iniciativas pontuais e passaram a orientar escolhas concretas, influenciando quando acordar, quando sustentar teses e quando ajustar políticas internas.
O jurídico assume um papel cada vez mais mediador, traduzindo dados do contencioso em recomendações práticas para a operação. O valor deixa de estar apenas na condução do processo e passa a estar na leitura do sistema. Os escritórios terceirizados acompanham essa evolução, oferecendo não apenas reporte de andamentos, mas também leitura de padrões, informações gerenciais e subsídios estratégicos que apoiam a tomada de decisão interna.
Em 2026, as empresas que melhor navegarão o cenário não serão as que reagirem mais rápido, mas as que souberem ler melhor os sinais do sistema, integrar dados à decisão e transformar previsibilidade em governança. O sistema amadureceu, exigindo menos reflexo e mais decisão à altura do desafio.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!