Dilma Rousseff critica inversão do superávit e ‘contabilidade criativa’

Dilma Rousseff denuncia a ‘contabilidade criativa’ como fator crucial na inversão do superávit e crise econômica do país em 2026.

02/07/2026 05:48

2 min

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Em 2014, a presidente Dilma Rousseff proferiu a frase “fariam o diabo para ganhar as eleições.” A vitória, obtida em meio a uma inversão do superávit primário, culminou em um período de crise econômica e na implementação da chamada ‘contabilidade criativa’.

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Crise Fiscal e Contabilidade Criativa

A inversão do superávit primário, que saltou de +1,5% do PIB para -0,5% do PIB, foi acompanhada por excesso de gastos e uma série de renúncias fiscais. A ‘contabilidade criativa’, como ficou conhecida, envolveu a exclusão de despesas do resultado primário do governo, distorcendo a realidade fiscal do país.

Segundo o economista Marcos Mendes, do Insper, o impacto fiscal projetado para este ano é de R215 bilhões, composto por gastos adicionais e perda de receitas. A magnitude do valor é alarmante, especialmente considerando que mais de R200 bilhões não afetam o resultado primário devido à prática da ‘contabilidade criativa’.

Impacto no Endividamento

Embora a contabilidade criativa não altere o resultado primário, o dinheiro proveniente de fontes como empréstimos, financiamentos subsidiados, abertura de crédito extraordinário e utilização de fundos governamentais, inevitavelmente impacta o endividamento e o resultado nominal do país.

O mercado financeiro reage a essa prática, exigindo taxas de juros reais superiores a 8% para emprestar dinheiro ao Tesouro Nacional, refletindo a percepção de risco associada à instabilidade fiscal do país.

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Repetição da História

A situação atual ecoa os eventos de 2014, demonstrando a persistência de práticas fiscais questionáveis. A manipulação das contas públicas, sem considerar o impacto real nas finanças do país, perpetua um ciclo de crise e instabilidade econômica.

Apesar da aparente ausência de impacto no resultado primário, a ‘contabilidade criativa’ mascara o rombo fiscal, que se manifesta em um aumento da dívida pública e em um resultado nominal distorcido, refletindo a complexidade das relações financeiras do país.

A persistência dessa estratégia representa um risco significativo para a economia brasileira, exigindo medidas urgentes para garantir a sustentabilidade fiscal e a confiança dos investidores.

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