O preço do diesel convencional teve uma elevação significativa em vários estados brasileiros, com um aumento de pelo menos R$ 1 por litro observado desde o início da instabilidade no Oriente Médio. As regiões afetadas incluem Bahia, Goiás, Tocantins, Sergipe, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
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Essa situação tem gerado preocupação em relação ao impacto nos custos de transporte e na economia local.
A Bahia liderou o aumento, com um salto de R$ 1,85 por litro, elevando o preço de R$ 6,01 para R$ 7,84, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Goiás e Tocantins também apresentaram aumentos próximos de 30%, com elevação de R$ 1,71 e R$ 1,58, respectivamente.
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Estados como Maranhão, São Paulo e Paraná se destacam como os maiores importadores de diesel no país, respondendo por 70% das importações em 2025. Essa concentração de importações contribui para a vulnerabilidade da economia desses estados às flutuações do mercado internacional.
Diante desse cenário, o governo federal, com apoio do PT, propôs uma subvenção de R$ 1,20 por litro, dividida igualmente entre União e estados. Essa medida visa mitigar os efeitos da alta dos combustíveis, influenciada pelo aumento do preço do barril de petróleo Brent, que atingiu US$ 100,9 na quinta-feira (25.mar.2026), devido à escalada do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
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A decisão de aderir às subvenções pode ser tomada individualmente por cada unidade da federação, mas a eficácia da medida depende da coordenação entre os estados. A adesão de estados governados pela oposição, como São Paulo e Paraná, que são grandes importadores, é crucial para o sucesso do plano.
A Fazenda estabeleceu um prazo para a definição da estratégia, após reuniões do Consefaz e do Confaz. A análise das informações indica que a média do preço do combustível é superior nesses estados, atingindo R$ 7,27 por litro, em comparação com R$ 7,07 nos estados aliados do governo.
