DIEESE aponta que salário mínimo de R$ 1.621 não garante cesta básica para 4 pessoas. Estudo revela necessidade de R$ 7.106,83.
Um levantamento recente do DIEESE expõe uma realidade complexa para trabalhadores brasileiros, contrastando com o novo salário mínimo de R$ 1.621. A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos revela que, para garantir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas, o valor necessário seria de R$ 7.106,83.
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Essa diferença significativa reflete o elevado custo de itens essenciais como alimentação, moradia, saúde e educação no país.
O estudo demonstra que, em dezembro de 2025, um trabalhador recebendo o salário mínimo comprometia cerca de 48,49% do seu rendimento líquido – após o desconto da Previdência Social – apenas com a compra de alimentos básicos. Isso implica que, antes de arcar com despesas como aluguel, contas de luz ou transporte, metade do salário já estava destinado ao supermercado.
A necessidade de trabalhar em média 98 horas e 41 minutos no mês para garantir a alimentação é um indicativo preocupante.
A distância entre o salário pago e o necessário tem apresentado variações ao longo dos anos. Em dezembro de 2024, a proporção entre o salário mínimo real e o ideal (calculado pelo DIEESE) era de 5,01 vezes. Em novembro de 2025, essa proporção foi de 4,66 vezes, e em dezembro de 2025, atingiu 4,68 vezes.
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Apesar de uma leve redução em relação a 2024, o aumento das taxas de inflação em 17 das 27 capitais brasileiras no último mês de 2025 voltou a pressionar o indicador.
O custo da cesta básica varia consideravelmente entre as capitais brasileiras. São Paulo continua sendo a mais cara, com um custo de R$ 845,95 para a cesta básica. Florianópolis e o Rio de Janeiro seguem com valores elevados, de R$ 801,29 e R$ 792,06, respectivamente.
Já Aracaju e Maceió apresentam os menores valores, de R$ 539,49 e R$ 589,69, respectivamente.
Para trabalhadores que vivem com o salário mínimo, o planejamento doméstico em 2026 exige atenção redobrada. Com quase 50% da renda focada em alimentação, a recomendação é utilizar aplicativos de comparação de preços e monitorar os dias de ofertas em redes atacadistas, que costumam oferecer preços até 15% menores que os supermercados de bairro.
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