Desmatamento na Amazônia: Mudanças Climáticas Extremas e Impactos de Pesquisa

Desmatamento na Amazônia causa alterações climáticas: estudo aponta riscos e urgência de controle. Pesquisa de Marcus Silveira revela impactos na temperatura e chuvas

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Mudanças Climáticas na Amazônia: Impactos do Desmatamento

A destruição da floresta amazônica está provocando alterações significativas no clima da região, em comparação com áreas com cobertura florestal acima de 80%. A perda da vegetação leva ao aumento da temperatura da superfície, à diminuição da evapotranspiração e à redução da precipitação na estação seca, conforme evidenciado em uma pesquisa publicada em novembro, baseada em dados de satélite.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As regiões com cobertura florestal inferior a 60% compartilham semelhanças climáticas com áreas de transição entre floresta úmida e savana. Durante a estação seca, a temperatura da superfície pode aumentar em média 3°C, com uma evapotranspiração e quantidade de chuvas 12% e 25% menores, respectivamente, em relação a regiões com alta cobertura florestal.

Além disso, a ocorrência de dias chuvosos diminui em aproximadamente 11 dias, em áreas com cobertura inferior a 60%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O desmatamento impacta não somente a quantidade, mas também a distribuição das chuvas, alterando as condições climáticas da região. Essa condição mais seca e quente pode levar à degradação da floresta, aumentando a mortalidade das árvores e a suscetibilidade a incêndios florestais, afetando espécies sensíveis e favorecendo a dominância de espécies oportunistas.

Cientistas alertam para a urgência de controlar o desmatamento e restaurar áreas degradadas, visando preservar a resiliência climática da Amazônia e as atividades econômicas que dependem do clima, como a agricultura. O debate sobre a importância das florestas deve considerar uma visão abrangente, que vá além da questão ambiental, buscando um desenvolvimento nacional com ações coordenadas e integradas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

LEIA TAMBÉM!

A pesquisa, parte do doutorado de Marcus Silveira, dividiu a Amazônia em uma grade regular com amostras de aproximadamente 55 x 55 km, analisando 11 variáveis climáticas, incluindo temperatura, evapotranspiração, chuva e dias chuvosos. Os resultados apontam que as regiões com até 40% da cobertura florestal remanescente apresentam os impactos mais extremos, com temperaturas podendo aumentar até 4°C na estação seca e uma redução de 45 milímetros na evapotranspiração.

O estudo “Observed shifts in regional climate linked to Amazon deforestation” pode ser lido em [link removido].

Sair da versão mobile