Desembargadores do Maranhão recebem salários altos em investigação! Operação 18 Minutos apura suspeitas de fraude e desvio de R$ 50 milhões. Saiba mais!
Durante a Operação 18 Minutos, quatro desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão – Antonio Pacheco Guerreiro Júnior, Luiz Gonzaga Almeida Filho, Marcelino Everton Chaves e Nelma Celeste Sousa Silva Sarney Costa – continuaram a receber salários enquanto investigados por suspeita de fraude.
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Entre novembro e janeiro de 2026, a folha dos quatro magistrados custou ao erário um total de R$ 627 mil líquidos, um valor que gerou preocupação diante da situação investigativa.
Em dezembro de 2025, o desembargador Antonio Pacheco Guerreiro Júnior, que também está sob suspeita de fraude ao Banco do Nordeste, recebeu R$ 87.137,82. Já o desembargador Luiz Gonzaga Almeida Filho recebeu R$ 83.218,01, e Nelma Celeste Sousa Silva Sarney Costa, cunhada do ex-presidente José Sarney, recebeu R$ 83.137,82.
O desembargador Marcelino Everton Chaves, que se aposentou voluntariamente em agosto de 2023, recebeu R$ 42.364,42.
A Operação 18 Minutos investiga um grupo de desembargadores suspeitos de manipular processos no Tribunal de Justiça do Maranhão com o intuito de obter vantagem financeira. A investigação, que começou em fevereiro de 2024, apura um suposto desvio de R$ 50 milhões, relacionado à expedição de alvarás em processos com indícios de fraude.
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A Polícia Federal apura movimentações atípicas de levantamento de alvarás, em prejuízo do Banco do Nordeste do Brasil.
Nelma Sarney, que já estava afastada do Tribunal de Justiça do Maranhão quando a Operação 18 Minutos foi deflagrada, recebeu uma penalidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por ter agido com imprudência e parcialidade ao beneficiar um ex-assessor para que fosse aprovado em concurso de cartórios.
A magistrada está em disponibilidade por dois anos, com remuneração proporcional ao tempo de serviço.
O Maranhão é o estado que lidera os índices de extrema pobreza no Brasil, com 8,4% da população vivendo com menos de R$ 200 por mês. A situação econômica do estado, com uma renda média per capita de R$ 409 em 2023, torna a situação ainda mais delicada diante dos salários recebidos pelos desembargadores.
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