Desembargadora do Pará critica novos magistrados após folha de pagamento do TJ-PA

Eva do Amaral Coelho critica novos magistrados do STF após ver folha de pagamento. Saiba o que a desembargadora do Pará disse!

20/04/2026 23:11

2 min

Desembargadora do Pará critica novos magistrados após folha de pagamento do TJ-PA
(Imagem de reprodução da internet).

Desembargadora do Pará critica novos magistrados após divulgação de folha de pagamento

A desembargadora do Pará, Eva do Amaral Coelho, manifestou críticas contundentes aos novos magistrados que foram nomeados em março pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações ocorreram no dia 9 de abril, durante uma sessão da 3ª Turma de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA).

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Contexto das críticas e posicionamento da magistrada

Eva do Amaral Coelho, que atua como desembargadora desde 2020 e possui 73 anos, fez comentários após a divulgação da folha de pagamento do órgão. Segundo os registros, ela recebeu R$ 91.000 no mês de março.

Acusações de condições de trabalho desumanas

Em um tom de indignação, a desembargadora proferiu declarações fortes, comparando a situação a um regime de trabalho degradante. Ela alertou que o setor poderia chegar a um ponto onde os funcionários estariam em uma situação análoga à escravidão.

Defesa da dignidade da magistratura

Ao mencionar colegas com dificuldades financeiras, Eva do Amaral Coelho criticou o tratamento dado à função judicial. Ela rebateu a ideia de que os juízes não trabalham, classificando termos como “privilégio” e “penduricalho” como expressões pejorativas e desrespeitosas.

A percepção pública sobre a Justiça

A desembargadora lamentou a mudança na visão pública sobre a carreira jurídica. Ela apontou que os juízes passaram a ser vistos como pessoas sem “escrúpulos” que auferem altos rendimentos sem realizar esforço.

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Eva do Amaral Coelho ressaltou a inversão de papéis, afirmando que a classe judicial, antes vista como protetora de direitos, agora é tratada como algo negativo. Segundo ela, os juízes dedicam longas horas extras, sacrificando até mesmo os finais de semana.

Encerramento das falas

Durante a sessão, após expor seu desabafo sobre o que considerou uma situação muito triste, a desembargadora pediu desculpas aos colegas pelo tom de suas palavras.

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