Deputado do PL abre CPMI para investigar Banco Master e possível ligação com o PCC e Alexandre de Moraes. Investiga irregularidades financeiras e crimes.
O deputado federal (PL-RJ), vice-líder da Oposição ao governo de (PT) na Câmara, anunciou o atingimento do quórum necessário para a abertura da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) com o objetivo de investigar possíveis crimes financeiros relacionados ao Banco Master.
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A assessoria do deputado Jordy informou que, até o momento, foram coletadas 229 assinaturas: 196 de deputados e 33 de senadores. O pedido de criação da CPMI será analisado pelo presidente do Senado, (União-AP), que terá a responsabilidade de designar o relator da comissão.
A criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Congresso Nacional exige o cumprimento de requisitos formais estabelecidos na Constituição. Para sua formação, é preciso a adesão de 171 deputados e 27 senadores. O processo visa apurar irregularidades e possíveis crimes financeiros.
O caso envolvendo o Banco Master ganhou destaque após a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF), que desmantelou um esquema de fraudes estimado em R$ 12 bilhões. Como resultado, o líder do esquema, Daniel Vorcaro, foi preso.
O banco é apontado como o centro de um esquema complexo de emissão de títulos de crédito sem lastro, utilização de empresas de fachada e conluio entre executivos privados e agentes públicos.
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O requerimento do deputado Jordy também menciona a possível ligação entre o Banco Master e a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação busca determinar se a instituição serviu como porta de entrada e mecanismo para a lavagem de dinheiro, conferindo legitimidade ao patrimônio ilícito de uma grande organização criminosa.
O principal alvo da investigação é o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e sua esposa, Viviane Barci. Segundo informações da jornalista Malu Gaspar, Viviane Barci foi contratada como advogada do Banco Master, recebendo honorários de R$ 3.646.529,77 por mês, durante 36 meses.
O valor total da prestação de serviços é de R$ 131.275.071,72. Os detalhes completos do acordo e o cumprimento das obrigações não foram divulgados. Viviane e o Banco Master não contestaram os dados parciais já publicados.
Em nota divulgada em 23 de dezembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes negou ter tratado com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre assuntos relacionados ao caso. O gabinete do ministro também declarou que o escritório de advogados de Viviane nunca atuou na operação da venda do Master para o BRB (Banco de Brasília).
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