A Polícia Federal concluiu nesta quinta-feira, 27 de fevereiro de 2026, uma extensa investigação que resultou na indicação de cinco indivíduos por suspeita de fornecer dados confidenciais ao Comando Vermelho. Entre os implicados estão o deputado estadual da União Brasil, licenciado da presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, e o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como Thiego Raimundo.
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Além deles, foram indiciados Flávia Júdice Neto, Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado. As informações foram divulgadas pelo G1.
Esquema de Corrupção e Tráfico de Armas
As investigações revelaram um esquema de corrupção que envolvia a liderança do Comando Vermelho no Complexo do Alemão, juntamente com agentes políticos e públicos. Thiego Raimundo é suspeito de usar seu mandato para beneficiar a organização criminosa, nomeando comparsas e negociando armas.
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A PF identificou que o grupo infiltrava-se na administração pública para garantir impunidade e acesso a informações sigilosas, além de importar armas do Paraguai e equipamentos antidrone da China, revendidos até para facções rivais.
Operação Zargun e Prisões
A Operação Zargun cumpriu 40 mandados de busca e apreensão. Em 3 de setembro de 2025, Thiego Raimundo foi preso durante a operação, que também resultou na apreensão de bens no valor de R$ 40 milhões, determinados pela Justiça. Os mandados foram expedidos pelo TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região).
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Trajetória e Contexto Político
Thiego Raimundo era suplente na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, assumindo o mandato em junho de 2025 após a morte de Otoni de Paula Pai e a decisão de Rafael Picciani de não ocupar a cadeira. Picciani havia deixado a Assembleia para compor o secretariado do governador (PL).
Thiego Raimundo perdeu o cargo quando Picciani retomou a vaga na Alerj.
Outros Envolvidos e Decisões Judiciais
Rodrigo Bacellar, que também foi preso em 3 de dezembro de 2025 durante a Operação Unha e Carne, teve a prisão substituída por medidas cautelares pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Bacellar permanece afastado da presidência da Alerj.
Investigação e Responsabilização
O desembargador do TRF-2, Macário Judice Neto, foi preso durante as investigações, mas não foi indiciado. A Polícia Federal informou que a decisão decorre das regras da Lei Orgânica da Magistratura, que estabelece um procedimento específico para a responsabilização de magistrados.
