Deputado do PL Critica Declarações do Presidente sobre Evangélicos
O líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, deputado (PL-RJ), fez um pronunciamento veemente nas redes sociais neste sábado (7 de fevereiro de 2026). Em sua postagem, o deputado criticou as declarações do presidente (PT) sobre o eleitorado evangélico, classificando-as como uma estratégia de manipulação política.
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A controvérsia começou após o presidente ter afirmado que “90% dos evangélicos recebem benefícios do governo” durante um discurso em Salvador (BA).
Sóstenes argumentou que a fala do presidente expõe a lógica da esquerda: usar o poder público para tentar influenciar a opinião dos eleitores e tratar os evangélicos como um “curral eleitoral”. Ele enfatizou que essa postura desrespeita a fé e o voto, reduzindo a relação entre cidadãos e políticos a uma simples troca de favores. “Reduzir fé a benefício é desprezo.
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Reduzir voto a barganha é cinismo. Reduzir cidadãos a dependentes é autoritarismo disfarçado”, declarou o deputado no X (antigo Twitter).
Contexto da Relevância Evangélica na Política
O eleitorado evangélico tem ganhado cada vez mais importância na política brasileira. Diante disso, o governo Lula tem buscado se aproximar desse grupo, que tradicionalmente tende a apoiar candidatos de direita devido a afinidades com pautas conservadoras e valores do cristianismo tradicional.
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Dados recentes, de um estudo da , indicam que os evangélicos devem representar 35,8% da população brasileira em 2026, um aumento de 32,1% registrado em 2022.
Essa crescente relevância se reflete nos resultados eleitorais, com partidos de esquerda, como o PT, apresentando desempenho inferior em municípios com maior presença desse grupo religioso. A situação tem gerado dificuldades de comunicação entre o governo e o eleitorado evangélico, com o próprio presidente Lula admitindo em outubro de 2025 que “não sabe falar com os evangélicos” e que o grupo “não é contra” a esquerda, mas que há falhas na comunicação.
Esforços do Governo para se Aproximar do Eleitorado
Para tentar reverter essa situação, a primeira-dama Janja Lula da Silva tem intensificado sua participação em encontros com lideranças evangélicas. Em setembro do ano passado, participou de uma reunião com mulheres da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito e esteve em um culto na Abyssinian Baptist Church, em Nova York (EUA).
Essas ações visam demonstrar o governo Lula que está atento às preocupações e valores desse importante segmento da sociedade brasileira.
Uma pesquisa recente do PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, revelou um aumento de 11 pontos percentuais na aprovação do governo Lula entre eleitores evangélicos desde o início do mandato. O índice saltou de 56% em janeiro de 2023 para 67% na rodada mais recente, realizada de 24 a 26 de janeiro de 2026.
A pesquisa, que ouviu 2.500 pessoas em 111 municípios das 27 unidades da Federação, possui uma margem de erro de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
