Deputado do PL acusa censura a “Marighella” após rejeição da Ancine

Deputado do PL-SP rebate Wagner Moura, que acusa censura. O caso envolvendo o filme “Marighella” e a Ancine reacende o debate.

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Em uma reação publicada na segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, o deputado federal do Partido Liberal (PL-SP) respondeu às declarações do ator Wagner Moura. Em uma conversa com colegas de Hollywood, divulgada na sexta-feira, 2 de janeiro, Moura alegou ter sofrido “censura cínica” por parte do governo anterior, também do PL.

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O vídeo, que continha as críticas do ator ao ex-presidente, foi publicado após a divulgação por meio da conta do X (anteriormente Twitter) do Secretário de Cultura de Bolsonaro, Frias. A postagem acompanhada de um texto em que Frias acusava Moura de “mentir excessivamente” e defender regimes de esquerda, como Cuba e Venezuela.

O deputado também associou Moura ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Marighella” e a Alegação de Censura

Wagner Moura argumentou que o Brasil, durante o período de 2018 a 2022, experimentou uma “censura cínica”, onde o governo tentava impedir o lançamento de seus filmes. Ele mencionou seu próprio filme, “Marighella”, que ele afirma ter sido censurado.

“Marighella” conta a história dos últimos anos de vida do escritor, político e guerrilheiro Carlos Marighella, de 1964 até sua morte em uma emboscada, em 1969. O longa é inspirado na biografia escrita pelo jornalista Mário Magalhães e lançada em 2012.

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Dificuldades no Lançamento do Filme

O lançamento do filme enfrentou atrasos significativos. O plano original era lançar “Marighella” no Brasil em 2019, mas a Ancine (Agência Nacional do Cinema) não aprovou os recursos da distribuição, afirmando que a produção “não conseguiu cumprir a tempo todos os trâmites”.

Ao menos 2 pedidos de comercialização foram negados naquele ano e um 3º foi rejeitado em 2021.

Moura, que dirigiu o filme, acusa desde então o governo Bolsonaro, responsável na época pela Ancine, de censura.

Rejeição de Pedidos de Reembolso

O problema com a Ancine se deu por causa do pedido de reembolso de mais de R$ 1 milhão feito pela O2, produtora do filme. A agência rejeitou o pedido sob justificativa de que os recursos faziam parte de receita já aprovada para o projeto e não poderiam ser ressarcidos.

Outro ponto proposto eram novos prazos de investimento na comercialização do longa, também rejeitados.

O filme estreou nos cinemas brasileiros em 4 de novembro de 2021, mais de 1 ano depois do lançamento no Festival de Berlim.

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