Deputado Defende Ministro do STF em Caso Master
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou seu apoio ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que atuava como relator do caso Master na Corte. A declaração ocorreu em entrevista ao site Metrópoles, nesta quinta-feira (26).
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Motta argumentou que a atuação de Toffoli foi equilibrada e que as críticas à sua conduta representam um “exagero”.
Segundo o deputado, a mídia e o próprio papel de Toffoli foram excessivamente atacados. Ele ressaltou que o ministro acompanhou os pedidos feitos e conduziu as decisões com o devido equilíbrio. Motta também expressou confiança na condução do caso pelo novo relator, o ministro André Mendonça.
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Investigações e Revelações
As investigações sobre o caso Master revelaram que Dias Toffoli é sócio da empresa Maridt, administrada por seus irmãos, José Eugênio e José Carlos Toffoli. Além disso, o ministro recebeu dividendos provenientes de transações realizadas pela Maridt.
Conversas entre Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Master, foram encontradas no celular do banqueiro, com menções ao ministro em mensagens.
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Decisão do STF e Reações
Diante do relatório da Polícia Federal, Toffoli decidiu deixar a relatoria do caso Master. A decisão foi anunciada pelo Supremo após reunião dos dez ministros da Corte. Em nota, o STF informou que não há suspeição ou impedimento de Toffoli, e que ele atendeu a todos os pedidos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Toffoli negou relações pessoais com Vorcaro e desmentiu ter recebido recursos do banqueiro, admitindo, no entanto, ser sócio da Maridt.
Pressão Parlamentar e Próximos Passos
Hugo Motta afirmou que não se furtará a tratar de nenhum tema, mas que analisará os pedidos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) por ordem cronológica de apresentação. Deputados pressionam para instalar uma CPI sobre o Master. “Acho errado você mudar o escopo da CPI que estava apresentado com o intuito de se fazer palanque eleitoral sobre outro assunto CPI tem escopo”, disse.
Motta afirmou que os órgãos estão apurando o caso Master e que confia na condução feita pelo novo relator.
CPI e Convocações
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou o convite para o comparecimento de Toffoli ao colegiado e a quebra de sigilo fiscal da Maridt Participações no período entre 2022 e 2026. A comissão também aprovou a convocação dos irmãos do ministro do STF, José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, que são gestores da Maridt.
Pelo tipo de requerimento votado, a presença deles para prestar depoimento à CPI é obrigatória. Já a de Toffoli é facultativa.
