Departamento de Justiça dos EUA Libera Documentos do Caso Epstein
O Departamento de Justiça dos EUA iniciou a divulgação gradual de mais de 3 milhões de páginas de documentos relacionados ao caso envolvendo Jeffrey Epstein, o magnata acusado de crimes sexuais. A liberação, que começou nesta sexta-feira (30), representa o encerramento de um longo período de expectativa e pressão sobre a administração americana, juízes federais e alguns legisladores, que acompanharam de perto a forma como os arquivos seriam disponibilizados.
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Os documentos incluem vídeos e imagens, além de registros detalhados da investigação. A decisão de liberar esses materiais surge após meses de debates sobre a transparência e o acesso à informação, especialmente em relação a detalhes que poderiam impactar a investigação federal em andamento.
A administração Trump tem sido alvo de críticas por possíveis tentativas de ocultar informações sensíveis.
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O procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, enfatizou que a Casa Branca não exerceu nenhuma supervisão sobre a revisão dos documentos. A questão da proteção de dados pessoais das vítimas, materiais de abuso sexual ou qualquer informação que pudesse comprometer a investigação continua sendo um ponto central na discussão pública.
A liberação dos documentos se deve, em parte, à pressão exercida por grupos de defesa dos direitos das vítimas e à aprovação de uma nova lei de transparência pelo Congresso, após controvérsias envolvendo o então procurador-geral, Patrick Bondi, que inicialmente alegou ter uma “lista de clientes” de Epstein em sua posse.
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Posteriormente, o Departamento de Justiça esclareceu que Bondi se referia a documentos mais amplos da investigação.
O memorando divulgado pelo Departamento de Justiça e o FBI, que confirmava o suicídio de Epstein e negava a existência de uma lista de clientes, gerou grande indignação e culminou na aprovação da lei de transparência. A situação demonstra a importância do acesso à informação em investigações complexas e de grande repercussão.
