Deolane e Marcola: Inquérito Policial Revela Detalhes de Lavagem de Dinheiro

Inquérito contra Deolane e Marcola: Revelações chocantes! Polícia apura lavagem de dinheiro e ameaças. Saiba mais!

20/06/2026 01:10

3 min

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Relatório Final do Inquérito Policial Contra Deolane Bezerra e Marcola

A Polícia Civil do Estado de São Paulo concluiu, na última sexta-feira (29), o relatório final complementar do inquérito policial contra Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. Ambos, juntamente com outros cinco indivíduos envolvidos na Operação Vérnix, foram formalmente indiciados. O relatório detalha diversas linhas de investigação, incluindo a possível utilização de imóveis para lavagem de dinheiro, uma suposta ameaça a uma empregada doméstica e o destino dos bens apreendidos durante a operação.

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Um dos pontos centrais do relatório é a análise de dois imóveis ligados a Deolane Bezerra. O primeiro, localizado na Rua Restinga, no Tatuapé, era utilizado como sede de empresas de publicidade e comunicação, incluindo uma ligada ao filho. O último acesso ao local foi em abril de 2026, embora as atividades ali tenham sido interrompidas há mais de um ano. A concentração de correspondências de diversas empresas no mesmo endereço sugere uma tentativa de ocultar atividades financeiras ilícitas, indicando a possível prática de lavagem de capitais. Apesar da ausência de atividades operacionais no imóvel, o material apreendido demonstra um interesse significativo da polícia na investigação.

O segundo imóvel investigado, também no Tatuapé, na Rua da Meação, era residência de Deolane. A porta-retreta do condomínio relatou que ela morou ali por aproximadamente três anos. A apreensão no local incluiu uma variedade de itens, como computadores, notebooks, tablets, celulares, além de mais de R$ 60 mil em dinheiro, 19 relógios e 40 peças de joias. A polícia planeja encaminhar as joias e relógios para exame pericial, com o objetivo de identificar a origem e o valor de cada peça, seguindo os procedimentos legais estabelecidos.

Além disso, a investigação apura uma suposta ameaça sofrida por uma empregada doméstica que trabalhava nos imóveis da família Bezerra. Segundo as apurações, a funcionária teria sido vítima de ameaças relacionadas à posse de dinheiro em espécie, alegando que havia circulado com valores pertencentes à família. Áudios obtidos pela polícia revelam um interlocutor não identificado fazendo ameaças sobre a origem criminosa do dinheiro e sua utilização em atividades de lavagem de capitais. As declarações do interlocutor, que mencionam a origem do dinheiro como “crime” e a participação de outros indivíduos, reforçam a hipótese de que os valores em espécie estavam ligados a atividades criminosas anteriores.

A Polícia Civil acredita que o caso pode indicar um fluxo contínuo de ocultação e dissimulação de capitais, envolvendo o núcleo familiar de Deolane Bezerra Santos. O indiciamento de Deolane e Marcola segue a conclusão da primeira etapa da análise dos materiais apreendidos na Operação Vérnix, deflagrada pela polícia Civil e pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) em maio de 2026. A defesa de Deolane Bezerra ainda não se pronunciou sobre o caso.

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