Senadores de ambos os partidos, Democrata e Republicano, obstruíram um projeto de lei de gastos significativos nesta quinta-feira (29). As negociações de última hora visam evitar uma paralisação parcial do governo, prevista para o final da semana.
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A situação reflete a dificuldade em alcançar um consenso sobre o financiamento do governo federal.
Democratas Exigem Mudanças no ICE
Todos os senadores democratas votaram contra o avanço do pacote de seis projetos de lei de financiamento. A principal demanda do grupo é a inclusão de mudanças nas políticas do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), após a morte de Alex Pretti, ocorrida devido a ações de agentes federais em Minneapolis. Os democratas buscam alterações nas táticas e protocolos do ICE.
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Requisitos Democráticos: Restrições ao ICE e Código de Conduta
As exigências democráticas incluem a restrição do uso de mandatos e o fim das patrulhas itinerantes conduzidas pelo ICE. Além disso, propõem a implementação de um código de conduta para os agentes do ICE, alinhado com as políticas de uso da força adotadas pelas forças policiais estaduais e locais. A proposta também demanda o uso obrigatório de câmeras corporais pelos agentes do ICE.
Votação e Negociações em Andamento
A votação inicial foi de 45 a 55, com a oposição de sete senadores conservadores, juntamente com todos os democratas. O líder republicano no Senado, John Thune, alterou seu voto para “não”, buscando uma votação posterior. Líderes de ambos os partidos e da Casa Branca estavam se aproximando de um acordo, com uma proposta que previa o financiamento de outras agências até o final de setembro, enquanto o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) seria temporário, permitindo continuidade das negociações.
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Impacto do Impasse e Próximos Passos
Caso não haja consenso sobre a separação do financiamento do DHS, agências importantes como Defesa, Saúde, Serviços Humanos, Trabalho, Educação, Transportes e Habitação e Desenvolvimento Urbano, sofrerão cortes no financiamento. A aprovação final do projeto de lei dependerá da concordância da Câmara dos Representantes, que deverá retornar a Washington para votar.
A votação final pode ocorrer até segunda-feira (2).
