Investigação aponta ligações de delegada Layla Lima Ayub com o PCC. Operação Serpens investiga atuação como advogada e ações contra o Espírito Santo.
Uma investigação em curso, envolvendo a Operação Serpens, deflagrada pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo e pelo Gaeco, em conjunto com o Gaeco do Pará, apura a atuação da delegada Layla Lima Ayub. A investigação, que se concentra na possível ligação da delegada com o Primeiro Comando da Capital (PCC), revelou que ela atuou como advogada em processos criminais no Pará e moveu ações administrativas contra o Estado do Espírito Santo enquanto era policial militar.
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Registros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) indicam que Layla Lima Ayub mantinha inscrição principal no Pará, vinculada à subseção de Marabá, onde exercia regularmente a advocacia. Ela também possuía uma inscrição suplementar no Espírito Santo, mecanismo utilizado quando o profissional passa a atuar de forma habitual em outro Estado.
No entanto, essa inscrição suplementar está atualmente cancelada, enquanto a inscrição principal no Pará permanece regular.
Consultas aos sistemas do Tribunal de Justiça do Pará mostram que o nome de Layla figura em diversos processos em tramitação, tanto na primeira quanto na segunda instância. Entre eles, destacam-se ações penais relacionadas a tráfico de drogas, associação para a produção e o tráfico, homicídio qualificado, ameaça, furto qualificado e crimes previstos no Sistema Nacional de Armas, além de autos de prisão em flagrante, inquéritos policiais e pedidos de habeas corpus envolvendo prisões preventivas.
Em um caso específico, na Vara Única de Anapu, ela atuou como advogada de defesa em uma ação penal por homicídio qualificado, representando o réu em audiência de instrução realizada em dezembro de 2025.
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Além da atuação como advogada, Layla também teve ações administrativas contra o Estado do Espírito Santo. Em 2017, ingressou com uma ação para cobrar auxílio-alimentação na condição de policial militar, que foi julgada improcedente em 2021 e arquivada.
Em 2019, ajuizou uma nova ação buscando indenização por acidente de serviço, que também foi negada pela Justiça em 2022. Adicionalmente, a delegada foi alvo de um Inquérito Policial Militar instaurado pela Corregedoria da Polícia Militar, que foi arquivado definitivamente em 2021.
A investigação em curso busca determinar se a atuação de Layla Lima Ayub em favor das lideranças do PCC representou um risco à administração da justiça. O promotor Carlos Gaya afirmou que a delegada “passou a atuar em favor das lideranças da facção do PCC no Estado do Pará”, sendo “cooptada no curso do contato dela com essas lideranças do PCC”.
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