Delcy Rodríguez busca remodelar governo; libertação de preso político e acordos de petróleo são prioridades. Rafael Tudares, após 380 dias em prisão, é visto como retaliação
Delcy Rodríguez, a presidente interina da Venezuela, intensificou seus esforços para remodelar o governo após a captura de Nicolás Maduro. A nova liderança estabeleceu acordos de petróleo com Washington e prometeu a libertação de presos políticos, ao mesmo tempo que reorganiza o gabinete e os comandos militares.
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Uma figura central nesse cenário é Rafael Tudares, genro de um adversário de Maduro, que passou 380 dias em prisão injusta, sendo sua libertação vista como um ato de retaliação.
Rafael Tudares, casado com Mariana González Urrutia, filha do candidato Edmundo González Urrutia, que disputou as eleições presidenciais de 2024 contra a vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado, passou por uma experiência traumática. Em janeiro do ano passado, foi detido por homens encapuzados, sendo condenado à pena máxima de 30 anos por acusações de terrorismo.
Sua libertação, celebrada por Mariana González Urrutia, foi descrita como “uma luta estoica e muito dura”, evidenciando a persistência da situação de presos políticos no país.
O Foro Penal contabiliza 777 presos políticos na Venezuela, com 143 solturas desde o anúncio do governo. A situação de Juan Pablo Guanipa, aliado de Machado, e de Freddy Superlano, detido em julho de 2024, demonstra a complexidade do cenário político.
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A CIDH denuncia a existência de “centros de detenção clandestinos”. Delcy Rodríguez, que teoricamente governa até a convocação de novas eleições, assumiu o controle total do governo, buscando reorientar a economia venezuelana, com o objetivo de atrair investimentos no setor petrolífero.
Apesar das tensões, os Estados Unidos e a Venezuela buscam um diálogo. Delcy Rodríguez expressou a disposição de trabalhar sem medo para enfrentar as diferenças. A visita de Donald Trump à Venezuela, ainda sem data definida, demonstra o interesse contínuo de Washington na situação do país.
A mandatária permanece sob sanções americanas, enquanto o partido governista organiza protestos em defesa de Maduro.
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