Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, enfrenta tensões após a possível captura de Nicolás Maduro. Analistas discutem a mudança de estratégia no setor petrolífero e cooperação com os EUA
Delcy Rodríguez, atualmente presidente interina da Venezuela, encontra-se em uma situação política complexa. A captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos intensificou as tensões e moldou o cenário político do país.
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Rodríguez possui formação acadêmica adquirida na França e no Reino Unido, além de fluência em inglês. Seu histórico inclui atuação em diversos ministérios venezuelanos, abrangendo setores como hidrocarbonetos e economia, além de ter exercido o cargo de vice-presidente.
Durante o programa “Fora da Ordem” da CNN Brasil, especialistas analisaram o papel de Delcy Rodríguez no contexto do chavismo e as expectativas em relação à sua gestão interina.
Luciana Taddeo destacou que Rodríguez tem promovido uma mudança de estratégia no setor petrolífero, o que gera questionamentos sobre suas reais intenções de recuperação econômica do país.
A situação política na Venezuela é marcada pela forte pressão dos Estados Unidos. Segundo Taddeo, existe a percepção de que, caso Rodríguez não atenda às exigências americanas, ela poderá enfrentar consequências. O presidente Donald Trump declarou que Rodríguez está fornecendo o que é necessário, mas também alertou sobre a possibilidade de rompimento com o regime em caso de falta de cooperação.
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Relatos indicam a presença de navios americanos na costa venezuelana como forma de pressão.
Um ponto notável é a mudança de postura de figuras importantes do chavismo após a captura de Maduro. Diosdado Cabello, conhecido por seu programa de televisão “Batendo com o Porrete”, onde criticava opositores, agora apresenta um tom mais contido em suas manifestações públicas.
Há indícios de ampla cooperação com os Estados Unidos no setor petroleiro, o que representa uma ruptura significativa com 20 anos de ideologia chavista. Um exemplo recente foi a cooperação das autoridades venezuelanas na captura de um navio petroleiro que havia saído sem autorização, confirmando que apenas embarcações devidamente autorizadas poderão deixar o país.
A presidente interina afirmou publicamente que seu governo é quem “”, em uma declaração que analistas interpretam como uma tentativa de mostrar soberania, mesmo sob evidente influência americana.
Os Estados Unidos mantêm aproximadamente 15 mil militares e porta-aviões próximos às águas territoriais venezuelanas, demonstrando seu poder de influência sobre o novo comando do país, segundo o analista sênior de Internacional, Américo Martins.
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