Crise Política e Diplomática na Venezuela
Em uma terça-feira marcada por tensões internacionais, o governo interino na Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez, enfrenta desafios significativos. A pressão exercida por demandas energéticas e a necessidade de reorganizar o chavismo, sem a presença de Nicolás Maduro, intensificam a instabilidade política no país.
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A posse de Rodríguez, ocorrida na segunda-feira, coincidiu com a declaração de inocência de Maduro diante de acusações de narcotráfico e o sequestro do líder chavista e sua esposa, Cilia Flores, por forças americanas. A Organização das Nações Unidas expressou profunda preocupação com a operação, que violou princípios fundamentais do direito internacional.
Desafios e Contradições Internas
Delcy Rodríguez, vice-presidente de Maduro desde 2018, manifestou-se com dor pelo sequestro dos líderes chavista, e convocou manifestações para exigir a libertação de Maduro, que, vestido como presidiário, denunciou ser um “prisioneiro de guerra”.
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A OEA realizará em Washington um Conselho Permanente extraordinário, onde voltarão a aparecer as divisões despertadas pela Venezuela entre os governos de direita e de esquerda da América Latina.
Análise Política e Estratégias
O analista político Marino de Alba descreveu o novo governo como “instável”, mas indicou que o chavismo internalizou a necessidade de uma aparente coesão para perpetuar-se no poder. A estratégia principal, segundo Alba, é ganhar tempo para consolidar a reacomodação, aproveitando a centralização das exigências de Washington no tema do petróleo.
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Delcy Rodríguez já enviou uma primeira carta a Trump na qual defende uma relação equilibrada e de respeito.
Perspectivas Futuras e Implicações
Um general aposentado que ocupou altos cargos na Força Armada considerou que Rodríguez abrirá as portas do país para petroleiras e mineradoras americanas. Não descarta uma retomada das relações diplomáticas, rompidas em 2019. E, em paralelo, “de maneira acessória”, impulsionará “uma agenda política eleitoral”, que inclua a libertação de políticos presos.
A oposição não reconheceu a reeleição de Maduro em 2024 e exige que Edmundo González Urrutia assuma o poder junto com María Corina Machado.
