Assessores Cubanos e Médicos Abandonam Venezuela sob Pressão dos EUA
O governo da presidente interina Delcy Rodríguez enfrenta uma crescente crise de segurança, com assessores de segurança e médicos cubanos deixando a Venezuela. A movimentação ocorre em meio à intensa pressão dos Estados Unidos para desmantelar a aliança esquerdista mais importante da América Latina, segundo 11 fontes familiarizadas com o assunto.
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Histórico de Proteção Cubana
Inicialmente, o antecessor de Delcy Rodríguez, Hugo Chávez, contava com o apoio de forças de elite cubanas, que capturaram o então presidente Maduro em 3 de janeiro, conforme divulgado pelo governo cubano. Essa relação se baseava em um acordo de segurança estabelecido no final dos anos 2000, que incluía a infiltração de agentes de inteligência cubanos no Exército e na unidade de contraespionagem DGCIM da Venezuela.
Influência Cubana na DGCIM
Alejandro Velasco, professor associado de história da Universidade de Nova York e especialista em Venezuela, enfatizou a importância da influência cubana para a sobrevivência do governo chavista. “A influência cubana foi absolutamente essencial” disse Velasco.
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Movimentação de Profissionais
Nos últimos dias, alguns assessores cubanos e profissionais médicos foram removidos de seus cargos dentro da DGCIM, enquanto outros viajaram para Cuba em voos privados. Duas fontes confirmaram que a decisão de se afastar da guarda presidencial e da unidade de contraespionagem foi ordenada pela presidente interina Delcy Rodríguez, em resposta à pressão dos EUA.
Programas de Assistência e Trocas
Antes da atual situação, milhares de médicos, enfermeiros e treinadores esportivos cubanos atuavam na Venezuela como parte dos programas de assistência social iniciados por Chávez. Em troca, a Venezuela recebia uma importante fonte de petróleo, essencial para a economia cubana.
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