Delcy Rodríguez convida EUA a cooperação após operação militar nos EUA na Venezuela. Líderes buscam diálogo e paz, com questionamentos sobre legalidade da ação
A complexa situação política na Venezuela ganhou novos contornos com a divulgação de um comunicado pela presidente interina Delcy Rodríguez (MSV, esquerda) no domingo (4.jan.2026). O comunicado convida os Estados Unidos a colaborar em uma agenda de cooperação focada no desenvolvimento compartilhado, dentro do arcabouço do direito internacional.
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Rodríguez enfatiza a prioridade na construção de relações internacionais equilibradas e respeitosas entre os Estados Unidos e a Venezuela, e entre a Venezuela e outros países da região, fundamentadas na igualdade soberana e na não interferência. A vice-presidente expressa o desejo de uma coexistência pacífica, reconhecendo a importância de garantir a paz dentro de cada nação.
O comunicado inclui um convite formal ao governo dos EUA para colaborar em uma agenda de cooperação, buscando fortalecer a coexistência comunitária duradoura. Rodríguez direciona uma mensagem ao presidente Donald Trump, instando os povos e a região a buscarem paz e diálogo, em vez de conflitos.
A líder venezuelana reafirma o compromisso da Venezuela com a paz, o desenvolvimento, a soberania e um futuro promissor. Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, expressa sua crença em uma Venezuela unida, onde todos os venezuelanos de bem possam prosperar.
Em resposta à operação militar dos EUA, o presidente dos Estados Unidos, (Partido Republicano), anunciou que o país assumiria temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Trump concentrou-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.
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O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da 6ª feira (2.jan). A operação foi realizada na madrugada de sábado (3.jan).
A vice-presidente Delcy Rodríguez manifestou a disposição de cooperar com ações lideradas pelos EUA, após conversar com o secretário de Estado, Rex Rubio, que não conseguiu comunicar os congressistas com antecedência.
Questionamentos surgem sobre a legalidade da operação militar, que foi realizada sem aprovação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA.
A líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, é mencionada, com Trump afirmando que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.
Delcy Rodríguez classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país. A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional.
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