Déficit Público Atinge R$ 1,08 Trilhões em 2026: Crise Fiscal Alerta!

Déficit Público Atinge R$ 1,08 Trilhões em 2026! 😱 O Brasil registra o maior saldo negativo anualizado desde 2024, com R$ 1,08 trilhão. A crise fiscal preocupa e impacta o PIBO (8,49%). Saiba mais!

27/02/2026 10:48

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(Imagem de reprodução da internet).

Deficit Público Atinge R$ 1,086 Trilhões em 2026

O setor público, composto pela União, estados, municípios e empresas estatais, apresentou um déficit nominal de R$ 1,086 trilhão no acumulado de 12 meses até janeiro de 2026. Esse resultado representa o maior saldo negativo anualizado desde novembro de 2024, quando o déficit totalizou R$ 1,111 trilhão.

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O Banco Central divulgou o relatório “Estatísticas Fiscais” nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026 (PDF – 397 kB). O déficit acelerou em relação a dezembro, que havia registrado R$ 1,063 trilhão.

Impacto do Déficit no PIB

O saldo negativo de janeiro correspondeu a 8,49% do Produto Interno Bruto (PIB). Em dezembro de 2025, essa porcentagem era de 8,34%. A principal causa desse aumento é a alta despesa com juros da dívida pública.

Juros da Dívida Pública em Alta

A despesa com juros da dívida atingiu R$ 1,031 trilhão no acumulado de 12 meses, o maior valor já registrado na série histórica, iniciada em 2002. Esse valor representa 8,05% do PIB. Em janeiro de 2025, as despesas com juros da dívida pública totalizaram R$ 910,9 bilhões, ou 7,69% do PIB.

Análise dos Economistas

Economistas apontam que a taxa básica de juros, Selic, em 15% ao ano desde junho de 2025, contribui para o aumento dos custos com a dívida pública. Além disso, a política fiscal expansionista do governo (PT) também influencia o elevado custo dos juros.

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Impacto no Consumo e Inflação

O crescimento dos gastos públicos permanentes pressiona as expectativas de juros futuros. Esse aumento no consumo na economia pode gerar impactos inflacionários.

Déficit Primário e Resultado

O déficit primário, que não considera os juros da dívida, atingiu R$ 55,4 bilhões no acumulado de 12 meses até janeiro, o maior valor desde novembro de 2024, quando o saldo negativo foi de R$ 192,9 bilhões.

Contas Públicas em Janeiro

Em janeiro de 2026, o setor público consolidado gastou R$ 63,6 bilhões com juros da dívida, um aumento em relação aos R$ 40,4 bilhões gastos no mesmo período do ano anterior. Apesar do resultado nominal – que inclui o déficit primário e os gastos com juros – ter apresentado um superávit de R$ 40,1 bilhões, o saldo negativo acumulado em 12 meses permanece em R$ 1,086 trilhão, ou 8,49% do PIB.

Esse valor era de R$ 1,063 trilhão, ou 8,34% do PIB, em dezembro de 2025.

Entendendo as Contas Públicas

O Banco Central monitora a necessidade de financiamento do setor público consolidado, indicando o montante necessário para cobrir o déficit. Um saldo negativo significa que os gastos superaram a arrecadação. O resultado primário revela se o governo gastou mais do que arrecadou, sem considerar os juros da dívida.

Um superávit primário indica que a arrecadação foi suficiente para cobrir as despesas, enquanto um déficit primário aponta para a necessidade de endividamento, mesmo antes do pagamento dos juros. O resultado nominal, por sua vez, engloba o resultado primário mais os gastos com juros, refletindo a situação completa das finanças públicas.

Um governo pode ter superávit primário, mas ainda registrar déficit nominal se os juros forem elevados.

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