Saldo negativo nas contas externas atinge US$ 9,8 bilhões, com alta de 32,4% em relação a 2024. Saiba mais no Poder360.
As contas externas do Brasil registraram um déficit de US$ 9,8 bilhões em setembro de 2025. Este resultado representa o maior saldo negativo para o mês da série histórica, que se iniciou em 1995, segundo o Banco Central.
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O levantamento considera o saldo da balança comercial, que engloba exportações e importações, e os serviços adquiridos por brasileiros no exterior, como remessas de juros e lucros para outros países.
O saldo negativo subiu 32,4% em relação ao mesmo mês de 2024, conforme divulgado pelo Banco Central. O déficit foi impulsionado principalmente pela balança comercial, que apresentou um superávit de US$ 2,32 bilhões em setembro de 2025, em comparação com US$ 4,52 bilhões no mesmo mês de 2024.
A renda primária das famílias também contribuiu para o aumento do déficit, passando de US$ 6,69 bilhões em setembro de 2024 para US$ 7,64 bilhões em setembro de 2025. Os serviços apresentaram um saldo negativo menor, de US$ 4,90 bilhões, em comparação com US$ 5,54 bilhões no mesmo mês de 2024.
O déficit em transações correntes nos 12 meses encerrados em setembro somou US$ 78,9 bilhões, equivalente a 3,61% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse valor superou o déficit de US$ 76,6 bilhões registrado em agosto (3,53% do PIB) e o de US$ 49,8 bilhões em setembro de 2024 (2,23% do PIB).
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O saldo do Investimento Direto no País (IDP) em setembro atingiu US$ 10,7 bilhões, superando o déficit nas transações correntes do mês. Este foi o maior valor para o mês de setembro da série histórica, iniciada em 1995. Os ingressos líquidos em participação de capital, somaram US$ 8,8 bilhões, divididos entre US$ 4,2 bilhões e US$ 4,6 bilhões.
As operações intercompanhia totalizaram US$ 1,9 bilhão.
O IDP acumulado em 12 meses totalizou US$ 75,8 bilhões, representando 3,47% do PIB. Esse valor superou o de US$ 69 bilhões em agosto (3,18% do PIB) e o de US$ 69,3 bilhões em setembro de 2024 (3,11% do PIB).
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