Defesa de Paulo Henrique Costa Emite Nota sobre Investigações BRB e Banco Master
Em 29 de janeiro de 2026, a defesa do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, divulgou um comunicado com o objetivo de esclarecer aspectos relacionados às investigações envolvendo as operações entre o BRB e o Banco Master. O documento busca responder a publicações que, segundo a defesa, reproduzem informações de forma parcial e descontextualizada, referindo-se aos depoimentos prestados por Costa no âmbito das apurações.
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A defesa enfatiza que as aquisições de carteiras de crédito originadas pelo Banco Master iniciaram em julho de 2024, antecedendo qualquer discussão sobre a operação societária entre as instituições.
Estratégia de Gestão de Ativos e Passivos
A defesa destaca que as transações de aquisição de carteiras de crédito se inseriram no curso ordinário das atividades bancárias do BRB, em linha com a estratégia de gestão de ativos e passivos aprovada pelos órgãos de governança da instituição.
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Quando foram identificados ativos com padrão documental distinto, o BRB implementou medidas técnicas, incluindo contenção, comunicação formal às autoridades supervisoras, exigência de substituição dos ativos, seguindo os termos contratuais e procedimentos aplicáveis, com acompanhamento do Banco Central do Brasil.
A defesa ressalta que a atuação de Paulo Henrique Costa sempre foi orientada pelo interesse do BRB, por critérios técnicos e pelo cumprimento dos deveres fiduciários inerentes à administração de uma instituição financeira pública.
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Operação Societária e Participação de Consultores
Em relação à operação societária anunciada em março de 2025, a defesa esclarece que não se trata de uma aquisição indiscriminada ou tentativa de salvamento. A transação foi estruturada com a participação de áreas técnicas, consultores e assessores externos independentes, seguindo as práticas usuais do mercado e o planejamento estratégico, submetida às instâncias internas de governança colegiada e condicionada à segregação de ativos e passivos não alinhados à estratégia do BRB.
A defesa reafirma a confiança nas instituições, no devido processo legal e na apuração técnica completa dos fatos, certa de que o esclarecimento integral afastará interpretações indevidas e confirmará a correção da conduta adotada por Paulo Henrique Costa.
Detalhes do Depoimento e Confirmação da Verdade
O depoimento de Paulo Henrique Costa, conduzido pela delegada Janaína Palazzo, foi gravado em vídeo e analisado pelo Poder360. Durante a oitiva, Costa declarou sobre Daniel Vorcaro, fundador do Master: “Se ia quebrar ou não ia quebrar, no final seria um problema dele”.
Costa informou que tomou conhecimento do contrato entre o Master e a empresa Tirreno “entre final de abril e início de maio” de 2025. O ex-presidente do BRB relatou que precisou exigir de Vorcaro documentos referentes às carteiras de crédito vinculadas à Tirreno.
Além disso, mencionou que, na última proposta de aquisição apresentada pelo banco brasiliense, foi solicitado o afastamento de Vorcaro da sociedade do Master. O documento finaliza com a confirmação do compromisso com a verdade e a confiança no processo legal.
