Defensoria Ajuíza Ação Contra Discurso de Ódio no Trágico Caso de Itumbiara!

Defensoria entra com ação contra discurso de ódio no caso de Itumbiara! Proteção à mãe das vítimas é prioridade. Ações online transferem foco e expõem Sarah Araújo a linchamento virtual. Saiba mais!

24/02/2026 23:14

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(Imagem de reprodução da internet).

Defensoria Pública Ajuíza Ação Contra Discurso de Ódio no Caso de Itumbiara

A Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) entrou com uma ação judicial contra a publicação de comentários de discurso de ódio em sites e redes sociais relacionados à cobertura midiática do assassinato dos netos do prefeito de Itumbiara.

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A ação foi protocolada pelo Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher (Nudem) da DPE-GO. O objetivo é proteger a mãe das vítimas, Sarah Araújo, que já enfrentava um momento de grande dor após a perda dos filhos.

Segundo a nota da DPE-GO, a ação busca retirar conteúdos que transferiam o foco da tragédia para a conduta moral da mulher, expondo-a a um linchamento virtual. A Defensoria Pública solicita a remoção das publicações e a responsabilização daqueles que mantiveram os conteúdos em suas páginas, sem a devida cautela na moderação.

O processo tramita na 31ª Vara Cível de Goiânia e aguarda julgamento. A atuação da DPE-GO se enquadra no conceito de “custos vulnerabilis”, ou seja, a participação processual da Defensoria Pública visa proteger os interesses de pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Defensoria Pública busca garantir que a mãe das vítimas não sofra mais traumas desnecessários.

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A DPE-GO informa que identificou ataques diretos à Sarah, com a publicação de vídeos e imagens de sua intimidade, na tentativa de justificar o crime. O caso, que envolveu um ex-secretário do governo de Itumbiara, gerou como resultado o homicídio seguido de suicídio dos dois filhos, de 12 e 8 anos, na madrugada do dia 12 de fevereiro.

O filho mais velho foi socorrido, mas não resistiu, enquanto o mais novo passou por cirurgia e faleceu poucos dias depois.

O autor do crime deixou uma carta de despedida, pedindo perdão e justificando suas ações com alegações sobre sua personalidade “intensa e verdadeira”. O caso foi investigado pela Polícia Civil de Goiás, que classificou o ocorrido como homicídio seguido de suicídio.

A Defensoria Pública busca garantir que a mãe das vítimas não sofra mais traumas desnecessários.

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