DCCiber de SP soluciona 353 crimes cibernéticos e combate novas táticas criminosas em 2025

DCCiber resolve 353 crimes cibernéticos em SP; golos virtuais e novas táticas investigadas pela unidade do Deic.

24/01/2026 8:14

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Em 2025, a Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo alcançou um marco significativo, solucionando 353 casos. Esse número representa uma média de quase uma ocorrência esclarecida a cada dia no estado, demonstrando a efetividade da unidade na investigação de crimes virtuais.

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Operações e Indiciamentos

Ao longo do ano de 2025, a DCCiber realizou 138 operações e cumpriu 632 mandados judiciais. Adicionalmente, foram registrados 325 indiciamentos, formalizando a responsabilização de indivíduos envolvidos em atividades criminosas no ambiente digital.

Apreensão de Equipamentos Eletrônicos

A divisão também apreendeu 402 celulares e 727 outros dispositivos e materiais eletrônicos. Esses itens desempenham um papel crucial na produção de provas e na identificação dos autores dos crimes.

Integração de Inteligência e Tecnologia

Segundo o delegado Paulo Barbosa, o sucesso da DCCiber reside na integração entre a investigação policial e a inteligência técnica. A unidade conta com o Centro de Inteligência Cibernética (CIC), composto por policiais com expertise em informática, frequentemente referidos como “hackers” pela equipe.

“Todos os policiais que atuam aqui possuem formação em áreas digitais, seja através de cursos universitários ou especializações na Academia de Polícia. Enquanto alguns se dedicam à investigação nas ruas, nossos policiais ‘hackers’ se concentram em navegar em áreas da internet menos exploradas,” explica Barbosa.

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Golpes Virtuais e Novas Táticas Criminosas

Os golpes digitais lideram o volume de ocorrências investigadas pela DCCiber. As táticas empregadas pelos criminosos evoluíram significativamente, utilizando engenharia social e tecnologias avançadas.

Práticas comuns incluem falsos gerentes de banco, perfis fraudulentos de investimentos em redes sociais, clonagem de números de telefone e pedidos de dinheiro feitos por criminosos se passando por familiares. O uso de tecnologias como VoIP (Voz sobre Protocolo de Internet), mascaramento de números e inteligência artificial para simulação de vozes tem aumentado o poder de persuasão dos criminosos.

“No golpe do falso gerente, a vítima recebe uma ligação do mesmo número do banco, com a voz do gerente, o que antes não era possível. O golpista informa sobre uma suposta tentativa de invasão na conta, diz que vai acionar protocolos de segurança e, com isso, a vítima fica preocupada e acaba fazendo tudo o que ele pede,” afirma Barbosa.

“O crime entendeu que é mais vantajoso atuar por trás de uma tela do que nas ruas.”

Vulnerabilidade de Jovens e a Importância da Atenção

Apesar da percepção de que idosos são mais vulneráveis, jovens entre 16 e 25 anos representam um grupo significativo de vítimas, devido à sua alta atividade em redes sociais e plataformas digitais. Os golpes exploram a emoção, a urgência e a oportunidade, e a vítima que age sem verificar a informação facilita a ação criminosa.

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