Data Centers na Órbita: Inteligência Artificial Treinada no Espaço Revoluciona o Mercado!

Data Centers na Órbita: Revolução da IA! Empresas e governos investem em nova fronteira. SpaceX lança projeto com 1 milhão de satélites! 🚀 #IA #SpaceX #DataCenters

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(Imagem de reprodução da internet).

Data Centers na Órbita: Uma Nova Fronteira para a Inteligência Artificial

A ideia de rodar modelos de inteligência artificial diretamente acima das nuvens, utilizando a energia constante do sol e o resfriamento natural do vácuo espacial, já deixou de ser apenas um conceito futurista. Empresas e governos estão investindo pesado nessa tecnologia, que deverá movimentar um mercado de até US$ 11,3 bilhões até 2030, segundo a Research and Market.

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As projeções para 2035 são ainda mais ambiciosas, com estimativas entre US$ 39 bilhões e US$ 41 bilhões, impulsionadas por uma taxa de crescimento anual que pode variar entre 24,7% e 67,4%, dependendo da velocidade com que essa tecnologia é adotada no mercado.

O avanço da inteligência artificial tem aumentado significativamente o consumo de energia em todo o mundo. Servidores dedicados a essa tecnologia já consomem grandes quantidades de energia, e, segundo o MIT Technology Review, essa demanda pode atingir níveis preocupantes até 2028.

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Paralelamente, data centers terrestres utilizam milhões de galões de água diariamente para resfriamento, o que gera pressão sobre as redes de abastecimento locais.

Em busca de alternativas para reduzir o consumo de energia e água, empresas estão explorando a órbita terrestre como uma solução estratégica. A proposta é transferir parte do processamento computacional pesado para data centers orbitais, que seriam abastecidos por energia solar quase contínua e resfriados por radiação térmica.

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Essa abordagem representa uma mudança radical na forma como a computação intensiva é realizada.

Em janeiro de 2026, a SpaceX solicitou autorização para lançar até 1 milhão de satélites no projeto “Orbital Data Center System”, após integrar a xAI ao grupo. O objetivo é combinar a conectividade com o treinamento de modelos de inteligência artificial diretamente em órbita.

A startup Starcloud lançou, em 2025, o Starcloud-1, equipado com uma NVIDIA H100, e informou ter treinado um modelo de linguagem no espaço. A empresa planeja lançar um segundo satélite, com potência 100 vezes maior, em 2026.

A viabilidade financeira dessa iniciativa depende diretamente do custo por quilo colocado em órbita. A meta da Starship é alcançar US$ 100 por quilo. Em cenários mais favoráveis, com custos de lançamento em torno de US$ 20 por quilo, data centers orbitais podem se tornar competitivos em relação aos terrestres para computação intensiva.

Além disso, investidores estão atentos à evolução dos links ópticos, que podem transmitir terabits por segundo entre satélites, reduzindo os gargalos de comunicação.

No entanto, a operação em órbita apresenta desafios significativos. O calor só pode ser dissipado por radiação térmica, o que exige grandes áreas radiadoras. Data centers terrestres operam entre 100 e mil megawatts, enquanto um centro orbital de 1 megawatt exigiria aproximadamente 980 metros quadrados de área radiadora.

Além disso, há desafios relacionados à radiação espacial, latência adicional de 10 a 20 milissegundos e a dificuldade de manutenção. A órbita baixa abriga cerca de 10.000 satélites ativos e aproximadamente 10 mil toneladas de detritos, aumentando o risco de colisões e a necessidade de uma governança do tráfego espacial mais eficiente.

Em breve, os grandes polos de computação não terão CEPs, mas coordenadas orbitais.

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