Dario Durigan alerta: Guerra ameaça economia global, mas Brasil tem “posição robusta”?

Dario Durigan alerta sobre a guerra e seus impactos na economia global. Saiba como o Brasil se posiciona para enfrentar choques de energia!

16/04/2026 21:55

3 min

Dario Durigan alerta: Guerra ameaça economia global, mas Brasil tem “posição robusta”?
(Imagem de reprodução da internet).

Ministro da Fazenda alerta sobre impactos da guerra na economia global

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, emitiu um alerta sobre os efeitos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã na economia mundial. Apesar disso, ele assegurou que o Brasil possui uma “posição robusta” para enfrentar os choques nos preços da energia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As declarações foram feitas durante as reuniões de primavera do FMI (Fundo Monetário Internacional), em Washington, em um posicionamento enviado ao IMFC (Comitê Monetário e Financeiro Internacional).

Desafios macroeconômicos globais apontados por Durigan

Segundo Durigan, o conflito no Oriente Médio ocorre em um momento muito delicado, justamente quando a economia mundial começava a se estabilizar após grandes perturbações. Ele mencionou que o FMI revisou para baixo as projeções de crescimento global.

Nesse cenário, a inflação tende a aumentar, refletindo impactos diretos e indiretos do conflito. O ministro alertou que o aumento nos preços de energia e alimentos pode corroer a renda real, diminuir o consumo e dificultar os processos de desinflação.

Risco de estagflação e desigualdade de impactos

A combinação de atividade econômica mais fraca com pressões inflacionárias elevadas gera preocupações com um cenário de estagflação, complicando a condução das políticas econômicas. Durigan ressaltou que os efeitos do choque são desiguais.

Leia também

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As economias de baixa renda e os países que dependem da importação de energia são os mais atingidos. Ele defendeu um maior apoio das economias avançadas às nações mais vulneráveis.

Perspectivas e resiliência da economia brasileira

Apesar do cenário externo adverso, Durigan manteve otimismo quanto à capacidade brasileira. Ele afirmou que a economia nacional está bem posicionada para absorver os efeitos significativos do choque global nos preços de energia.

Ele explicou que a inflação no país está convergindo para a meta, graças à política monetária restritiva, o que permitiu ao Banco Central iniciar um ciclo de flexibilização. O BC continuará focado na estabilidade de preços e no pleno emprego.

Pontos fortes e riscos no cenário nacional

No âmbito externo, o ministro apontou que a alta dos preços do petróleo tende a aumentar o superávit comercial brasileiro, impulsionando as exportações líquidas. No ano passado, petróleo e derivados foram cruciais, gerando um saldo positivo próximo a US$ 32 bilhões.

Além disso, os investimentos em energias renováveis e biocombustíveis reforçam uma matriz energética considerada “robusta e limpa”. Contudo, ele também reconheceu riscos, como possíveis restrições no acesso a fertilizantes e a desaceleração da demanda global.

Recomendações para a cooperação internacional

O documento apresentado por Durigan reflete o posicionamento de um grupo de países no FMI, incluindo Brasil, Cabo Verde, República Dominicana, Equador, Guiana, Haiti, Nicarágua, Panamá, Suriname, Timor-Leste e Trinidad e Tobago.

Ele defendeu que o FMI deve monitorar de perto os impactos da guerra na segurança energética e alimentar. É crucial que a instituição se mantenha “forte, ágil e adequadamente equipado” para responder aos desafios globais.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!