Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, possui uma participação de R$ 30 milhões na Futebol Forte União (FFU), anteriormente conhecida como Liga Forte União (LFU). A LFU é responsável pela comercialização dos direitos de transmissão de jogos de 35 clubes brasileiros.
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Essa informação foi divulgada na segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, pelo jornal O Investimento foi realizado através do fundo Astralo 95, que está sob investigação pela Polícia Federal (PF).
Estrutura do Investimento e Remuneração
A participação de Vorcaro na FFU foi estruturada por meio de uma debênture conversível em ações, detida pelo fundo Astralo 95. O instrumento prevê uma remuneração fixa, com um adicional vinculado ao desempenho da empresa, e a possibilidade de conversão em ações após um período determinado.
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O fundo Astralo 95 está integrado a um grupo de fundos investigados em um suposto esquema fraudulento atribuído a Vorcaro.
Impacto da Operação Compliance Zero
A aplicação de Vorcaro na FFU não está diretamente relacionada às investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Banco Central. No entanto, o ativo entrará na lista de bens a serem liquidados para a quitação de dívidas com credores do Banco Master.
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A operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de novembro de 2025, apura um esquema bilionário de fraudes financeiras que teria utilizado estruturas do mercado de capitais para desviar recursos do banco e ocultar prejuízos. Vorcaro foi detido durante a primeira fase da operação.
Outros Investimentos de Vorcaro
A FFU comercializa os direitos de transmissão de partidas de futebol de 35 clubes brasileiros, dos quais 13 disputam a primeira divisão, incluindo , , , e . A Sports Media investiu R$ 2,2 bilhões na operação da FFU, que busca reproduzir o modelo da Premier League.
O fundo captou recursos no mercado por meio da emissão de debêntures e possui aproximadamente 8.000 cotistas. Vorcaro também detém cerca de 20% de participação no Atlético-MG por meio do fundo Galo Forte, cujo cotista é o Astralo 95, com investimento total estimado em R$ 300 milhões.
Fase da Investigação
A investigação da operação Compliance Zero continua. Na primeira fase, em novembro, as autoridades se concentraram na venda de aproximadamente R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado fraudulentas ao BRB (Banco de Brasília). A segunda fase, iniciada em 14 de janeiro de 2026, analisou o uso de fundos de investimento para a compra de “ativos podres”, como certificados de ações do extinto Besc (Banco do Estado de Santa Catarina).
