Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa divergem sobre origem de créditos “podres” no BRB

Acareação no STF: Vorcaro e Costa divergem sobre origem de créditos “podres” do Master. Investigação aponta esquema de fraudes bilionárias.

1 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Em uma acareação no Supremo Tribunal Federal, ocorrida em 30 de dezembro, o banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, apresentaram visões distintas sobre a origem dos créditos considerados “podres” adquiridos do Master, a partir de janeiro de 2025.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A discordância centralia na discussão.

Contradições na Narrativa

Daniel Vorcaro declarou que o Banco de Brasília recebeu informações de que os créditos eram originados pela empresa Tirreno. Ele detalhou que a estratégia inicial envolvia a venda de originação de terceiros, com carteiras originadas por terceiros, e não mais pela própria instituição.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa informação foi crucial para o desfecho da acareação.

Negação do Ex-Presidente do BRB

Paulo Henrique Costa negou essa versão inicial. Segundo ele, seu entendimento era que os créditos eram provenientes do próprio Master, que estavam sendo vendidos ou negociados a terceiros. O banco, então, continuou comprando essas carteiras até o mês de abril.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

LEIA TAMBÉM!

Identificação da Empresa Tirreno

Em maio, foi identificado um “padrão documental diferente”, conforme relatou Paulo Henrique. Posteriormente, a informação foi confirmada: os créditos eram originados pela empresa Tirreno, que atuava como uma consolidadora de carteiras de crédito.

Essa revelação foi um ponto chave na investigação.

Investigações em Andamento

A acareação ocorreu sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, devido a indícios de envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro. A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro, com suspeitos incluindo os sócios do Master e fundos de investimento.

O esquema envolvia a venda de títulos de renda fixa de alto rendimento, como CDBs, para financiar fundos de investimento.

O Ministério Público Federal (MPF) aponta que o negócio se baseava em circular ativos sem riquezas, forjando artificialmente os resultados financeiros. A liquidação extrajudicial de instituições financeiras, como o Master e o Will Bank, foi um componente central da investigação.

Sair da versão mobile