Banco Master vendido ao Banco de Brasília: Daniel Vorcaro defende negócio aprovado pelo Banco Central e Cade. Investigação da Polícia Federal aponta fraude bilionária
Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, declarou que a supervisão do Banco Central indicou a venda da instituição financeira ao Banco de Brasília (BRB). Segundo ele, diversas auditorias e a própria fiscalização do Banco Central, até o momento da apresentação da proposta, consideraram o negócio benéfico para o sistema financeiro brasileiro.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Vorcaro não identificou os indivíduos específicos do Banco Central que forneceram essa recomendação, nem especificou a data exata em que essa avaliação foi feita.
A declaração foi feita em 30 de dezembro de 2025, durante um depoimento à delegada Janaína Pereira Lima Palazzo da Polícia Federal, com a presença do juiz auxiliar Carlos Vieira Von Adamek, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli no STF. Vorcaro argumentou que, se fosse presidente do BRB, certamente teria tentado adquirir o banco, devido ao seu potencial de crescimento e à capacidade de competir com grandes bancos nacionais.
Ele expressou sua decepção com a negativa do negócio, considerando-o prejudicial para o mercado brasileiro.
Em 3 de setembro de 2025, o Banco Central rejeitou o pedido do BRB para adquirir 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais do Banco Master. O BRB solicitou acesso à íntegra da decisão para avaliar os fundamentos da negativa e as alternativas disponíveis.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A instituição financeira pública destacou que a transação representava uma “oportunidade estratégica com potencial de geração de valor” para o banco, seus clientes e o Sistema Financeiro Nacional.
A negociação foi previamente aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em junho, e a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) autorizou a operação em agosto do ano anterior. A delegada Janaína Palazzo, durante o interrogatório, questionou sobre a alegação de “carteiras de crédito falsas”.
Vorcaro esclareceu que o BRB não vendeu carteiras de crédito sem lastro, e que, se tivesse sido presidente do banco público, certamente teria realizado a compra, considerando o potencial do negócio.
A Polícia Federal investiga um esquema de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro, com suspeitos de envolvimento nos sócios do Banco Master e fundos de investimento. A liquidação extrajudicial do Master e do Will Bank representa o maior rombo bancário do país.
O Ministério Público Federal (MPF) aponta que o negócio se baseava na venda de títulos de renda fixa de alto rendimento, como CDBs, para financiar fundos de investimento, com o banco sendo o único cotista, o que gerava artificialmente os resultados financeiros.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!