Em 14 de janeiro de 2026, a senadora (Republicanos-DF) Damares Alencar gerou uma reação significativa do pastor Silas Malafaia. A controvérsia surgiu após declarações da senadora sobre o envolvimento de entidades religiosas em desvios de aposentadorias e pensões, conforme divulgado em requerimentos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
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Resposta de Silas Malafaia
Silas Malafaia, em postagem no X (anteriormente Twitter), reproduziu as declarações da senadora e exigiu a divulgação dos nomes específicos das instituições e líderes evangélicos supostamente envolvidos nas irregularidades. O pastor criticou a falta de identificação das entidades religiosas mencionadas.
“Como é que é? Uma questão gravíssima dessa, uma acusação desse nível e a senhora não dá os nomes dos grandes líderes evangélicos e das grandes igrejas que estão envolvidas na falcatrua da roubalheira dos aposentados do INSS?”, questionou Malafaia.
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O pastor exigiu provas concretas. “Ou a senhora dá os nomes ou a senhora é uma leviana de língua afiada. A acusação é grave e séria. Dê o nome também dos líderes que pediram para a senhora calar a boca”, afirmou.
Resposta da Senadora Damares
Em resposta, Damares Alencar divulgou uma lista de instituições religiosas e pastores que tiveram pedidos de quebra de sigilo aprovados pela CPMI do INSS. A senadora esclareceu que foi a autora do pedido que originou a comissão, instalada em 2025, e que atua como integrante titular desde o início dos trabalhos.
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Entre as instituições listadas que tiveram pedidos de quebra de sigilo aprovados estão a Adoração Church, a Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo, o Ministério Deus é Fiel Church (SeteChurch) e a Igreja Evangélica Campo de Anatote. A lista também inclui requerimentos para convocação ou convite de líderes religiosos como André Machado Valadão, César Bellucci do Nascimento, Péricles Albino Gonçalves, Fabiano Campos Zettel e André Fernandes.
Base Documental e Investigação
A CPMI do INSS investiga um esquema nacional de descontos e empréstimos consignados irregulares aplicados contra aposentados e pensionistas em todo o país. A comissão já analisou milhares de documentos e solicitou a suspensão de contratos considerados suspeitos.
Damares afirmou que todos os requerimentos apresentados têm base em indícios concretos identificados em documentos oficiais, como RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira) e informações da Receita Federal.
Conclusão
A situação demonstra a complexidade da investigação e a necessidade de transparência na apuração dos fatos. A CPMI do INSS tem o dever de investigar os fatos com responsabilidade, imparcialidade e base documental, buscando a verdade e garantindo a justiça para os trabalhadores e pensionistas.
