Novo Desfecho no Caso da Corretora Daiane Alves Souza
A investigação sobre o desaparecimento e a morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, ganhou novos contornos. Segundo informações divulgadas no último domingo (1º), a perícia encontrou uma bala alojada na cabeça da vítima, confirmando a natureza criminosa do ocorrido.
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O crime ocorreu em Caldas Novas (GO) e foi confessado pelo síndico do condomínio onde Daiane residia. Apesar da presença da bala, os detalhes exatos da dinâmica do crime ainda estão sendo apurados pela Polícia Civil.
Detalhes da Investigação
No dia 17 de dezembro, data do desaparecimento de Daiane, nenhum vizinho relatou ter ouvido disparos. A arma utilizada por Cléber Rosa de Oliveira, o síndico, ainda não foi apreendida pelas autoridades. A equipe investigativa enfrenta desafios para reconstruir os eventos.
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Reconstituição e Confissão do Síndico
Na última quarta-feira (28), a polícia realizou uma reconstituição do crime dentro do prédio, efetuando disparos de arma de fogo para avaliar se o som seria ouvido pelos moradores. Os residentes foram previamente informados sobre os testes para evitar pânico.
O delegado André Barbosa ressaltou a cautela na investigação, destacando que os testes ajudariam a esclarecer a forma como o crime aconteceu.
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Cléber Rosa de Oliveira, o síndico, confessou o assassinato da corretora e indicou o local onde o corpo foi ocultado: uma área de mata densa, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, na rodovia que liga a cidade a Catalão.
Cronologia dos Últimos Passos de Daiane
A investigação revelou que o desaparecimento de Daiane ocorreu após uma queda de energia em seu apartamento. Imagens de câmeras de segurança e um vídeo enviado pela própria Daiane a uma amiga mostram seus últimos passos: ela desceu até a portaria, questionando o funcionário sobre a falha elétrica, e conversou com um vizinho no elevador.
Daiane desceu ao subsolo do edifício para religar o relógio de energia, possivelmente gravando um vídeo durante o trajeto, mas o arquivo não foi enviado. A Polícia Civil acredita que o crime teria ocorrido no subsolo do edifício, com o corpo sendo posteriormente colocado na caçamba da caminhonete do síndico e transportado para a área de mata.
Prisões e Evidências
As prisões do síndico e do filho dele foram baseadas em um inquérito que já reunia provas da participação deles antes da confissão. O delegado André Barbosa afirmou que a investigação demonstrou que Cléber possuía os meios, o modo e o motivo para cometer o crime, e que a confissão do síndico, juntamente com a localização do corpo, forneceram a materialidade necessária para a acusação.
