CVM investiga Banco Master e Reag Investimentos! Grupo de trabalho analisa processos e busca falhas. Será que a estrutura da CVM será otimizada?
Um grupo de trabalho foi oficialmente iniciado nesta segunda-feira (9) pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) com o objetivo de analisar detalhadamente os processos do Banco Master e da Reag Investimentos. A iniciativa busca identificar possíveis conexões e falhas que possam ter ocorrido nos processos, especialmente quando envolvem diferentes superintendências, conforme apurado pelo CNN Money.
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A CVM já avalia que o trabalho do grupo de trabalho poderá resultar em melhorias na regulação, supervisão, governança processual e na cooperação entre os órgãos. A expectativa é que, ao menos, a própria estrutura interna da CVM seja otimizada, com foco na eficiência dos procedimentos e na integração entre as áreas.
O grupo de trabalho realizará um diagnóstico institucional completo, buscando entender o que poderia ter sido feito de forma mais eficiente e identificar eventuais erros. Os trabalhos têm um prazo estimado de até três semanas para serem concluídos.
A iniciativa foi proposta pelo Comitê de Gestão de Riscos da CVM, após uma análise técnica de informações relacionadas ao Grupo Master, à Reag e outras entidades relacionadas.
Na fase inicial, o comitê analisou informações sobre a atuação das áreas de supervisão, fiscalização e acusação da CVM em relação a procedimentos abertos nos últimos anos, bem como as comunicações realizadas a outros órgãos públicos e o andamento interno de inquéritos relacionados.
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A Reag Investimentos foi liquidada pelo Banco Central em janeiro, em meio a operações policiais que investigam a atuação de fundos de investimento, possíveis fraudes relacionadas ao Banco Master e ligações com facções criminosas.
Diante das investigações, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mencionou que o governo está considerando aumentar o poder de fiscalização do Banco Central sobre fundos de investimento, ampliando as atribuições da autarquia. A CVM, por sua vez, ressaltou que a regulação de fundos de investimento é estabelecida por lei, e não por decretos do Poder Executivo.
A Reag Investimentos informou à CNN que não comentará sobre o assunto. O Banco Master ainda não se manifestou sobre o caso.
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