As ações da CVC apresentaram oscilações significativas nesta sexta-feira, 16, com uma redução inicial de perdas, mas com um declínio de 10% em um dia volátil. O movimento acompanhou o anúncio da mudança na liderança da operadora de turismo.
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O preço das ações iniciou a sessão em alta, atingindo um pico de R$ 2,79, o maior valor intradia desde novembro de 2024, mas rapidamente perdeu força, caindo para R$ 2,03 na mínima.
Volatilidade e Fluxo de Investimentos
Por volta das 16h10, as ações recuavam 10%, situando-se em R$ 2,43. Apesar da retração, a CVC ainda demonstrava uma valorização de aproximadamente 10% ao longo de 2026, impulsionada por um ganho de 56,5% em 2025. A intensidade do movimento nas ações está relacionada ao aumento repentino de fluxo de investimentos.
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Análise de Especialistas
Thiago Pedroso, da Criteria, atribuiu a volatilidade à mudança na presidência, mas ressaltou que a intensidade do movimento não está diretamente ligada à transição. Ele observou que o aumento de fluxo de investimentos se deve a fatores externos, como a alta recente nas ações.
Reestruturação e Novos Rumos
A CVC anunciou a eleição de Fabio Mader como presidente-executivo, substituindo Fabio Godinho, que havia assumido o cargo em 2023 com o objetivo de reestruturar a companhia. A empresa acredita que essa transição marca o início de um novo ciclo estratégico de expansão.
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Avaliação de Analistas Financeiros
Analistas do Citi consideraram a notícia como “neutra a potencialmente positiva”. Eles destacaram que Fabio Godinho conduziu um processo de reestruturação, incluindo a oferta de ações, a renegociação de dívidas e o fortalecimento de parcerias com fornecedores, especialmente no setor de transporte aéreo.
A equipe liderada por João Soares e Felipe Husein acredita que a experiência de Fabio Mader, com foco em produto e precificação, será fundamental para a CVC.
Recomendações e Perspectivas
Os analistas do Citi possuem recomendação neutra/alto risco para a CVC, devido ao alto nível de endividamento da companhia. Apesar disso, reconhecem o “turnaround” recente e as melhorias nos resultados. Analistas do Santander avaliam que a nomeação de Mader está alinhada com a fase atual da CVC, que busca crescimento e maior rentabilidade, visando um balanço mais saudável em termos de alavancagem.
A equipe liderada por Lucas Esteves acredita que a experiência de Mader, com mais de 20 anos no setor de turismo e quase 15 anos na CVC, combinada com seu histórico de melhorias de produto, reforça essa perspectiva.
Conclusão
A CVC enfrenta desafios relacionados ao endividamento, mas a mudança na liderança e os esforços recentes em reestruturação e fortalecimento de parcerias indicam um caminho para a retomada do crescimento e da rentabilidade. A avaliação dos analistas sugere uma perspectiva neutra, com foco na capacidade da empresa de implementar suas estratégias e alcançar seus objetivos financeiros.
