Cubanos lideram pedidos de refúgio no Brasil, aponta estudo do OBMigra

Cubanoslideram pedidos de refúgio no Brasil, segundo estudo do OBMigra. Em 2026, a tendência de migração internacional se intensificou, com dados reveladores sobre os fluxos de refugiados em direção ao Brasil. O Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) divulgou um estudo que aponta um novo cenário no país, com os cubanos ultrapassando os venezuelanos no número de pedidos de refúgio.
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Aumento Expressivo de Pedidos de Refúgio em 2026
A pesquisa, realizada em parceria com o Ministério da Justiça, revelou que, ao longo de 2026, foram registrados 75.599 pedidos de refúgio, provenientes de diversas nacionalidades. O número representa um crescimento significativo em relação ao ano anterior, evidenciando a complexidade dos fatores que impulsionam a migração internacional.
O estudo detalha que 41.919 pedidos foram apresentados por cubanos, correspondendo a 55,4% do total de solicitações. Comparado aos 22.288 pedidos de 2024, houve um aumento de 88,1% no número de solicitantes cubanos, consolidando a liderança do grupo.
Ranking de Nacionalidades e Motivações
O ranking completo dos pedidos de refúgio em 2026 revela:
Cuba: 41.919
Venezuela: 21.233
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Colômbia: 1.432
Angola: 1.253
Marrocos: 888
Gana: 792
Congo: 707
Bangladesh: 665
República Dominicana: 525
Tunísia: 475
China: 443
Nigéria: 327
Líbano: 277
Peru: 269
Haiti: 262
Guiné: 233
Mauritânia: 228
Togo: 194
Argentina: 192
Rússia: 189
A distribuição geográfica dos pedidos de refúgio também é notável, com 52,4% dos pedidos autorizados pelo Conare (Comitê Nacional para os Refugiados) ocorrendo na região Norte do Brasil. Roraima (32%), São Paulo (26,5%) e Amapá (12,6%) foram as unidades federativas que receberam o maior volume de solicitações.
Violações de Direitos Humanos e Tensão Internacional
O levantamento destaca que 94,7% dos pedidos de refúgio estão relacionados a “violação generalizada de direitos humanos”, com os venezuelanos representando o maior grupo de solicitantes. A situação na Cuba é marcada por tensões com os Estados Unidos, com sanções e medidas que visam enfraquecer a economia do país e forçar mudanças políticas.
O governo de Donald Trump, sob a liderança de Miguel Díaz – Canel, intensificou a pressão sobre Havana, buscando uma possível troca de regime.
A crescente migração internacional, impulsionada por conflitos, instabilidade política e violações de direitos humanos, representa um desafio complexo para o Brasil, exigindo políticas públicas eficazes e mecanismos de acolhimento adequados.
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