Cuba libera 2.010 presos em marco histórico sob pressão de Trump!

Cuba libera 2.010 presos em onda histórica! Pressão de Trump intensifica medida. Crise energética atinge o país. Saiba mais!

03/04/2026 2:47

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

O governo cubano anunciou nesta quinta-feira (2) a libertação de 2.010 prisioneiros, a maior soltura em massa do tipo em anos, em um momento de crescente pressão internacional, especialmente da administração de Donald Trump. A decisão, segundo um comunicado publicado no Granma, jornal oficial do Partido Comunista, foi baseada na boa conduta dos detentos, em seu estado de saúde e na natureza dos atos cometidos.

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A lista de beneficiários inclui jovens, mulheres e pessoas com mais de 60 anos, além de estrangeiros presos no país.

Histórico de Libertações

Esta soltura representa o quinto indulto concedido pelo governo cubano desde 2011. Anteriormente, a ilha já havia realizado grandes libertações de prisioneiros como parte de acordos com diferentes atores internacionais. Em 2025, por exemplo, Cuba liberou 553 detentos após negociações com os Estados Unidos e o Vaticano, com o governo Biden se comprometendo a aliviar sanções contra a ilha.

Críticas e Pressão Internacional

A decisão de liberar presos ocorre em um contexto de forte pressão do governo Trump, que buscava reformas políticas e econômicas significativas na ilha. Trump, ao assumir o cargo, rescindiu o acordo anterior, levando Cuba a pausar temporariamente a soltura de prisioneiros.

A situação econômica da ilha, já debilitada, foi agravada por ações como o bloqueio de petróleo, interrompido por meio de intervenções militares na Venezuela e ameaças de tarifas ao México.

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Crise Energética em Cuba

A ilha enfrenta uma grave crise energética, com apagões prolongados que se intensificaram. A falta de combustível para operar as usinas de energia tem causado interrupções no fornecimento de eletricidade, afetando a vida cotidiana da população.

A situação se agravou em março, quando o país sofreu apagões em apenas uma semana, deixando mais de 10 milhões de habitantes sem energia. A falta de combustível de aviação também impacta o setor aéreo, com voos cancelados devido à escassez.

Resposta da Administração Trump

Em março, a administração Trump permitiu a entrada de um navio no porto de Mariel, rompendo o bloqueio de combustível, dizendo: “Eles precisam sobreviver”. A Casa Branca, no entanto, afirmou posteriormente que essa medida não representava uma mudança de política.

A longa história de embargo econômico imposto pelos Estados Unidos desde a revolução de 1959 continua a ser um fator determinante na situação da ilha.

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