Cuba enfrenta crise! Diante do bloqueio dos EUA e apagões em Havana, Díaz-Canel reafirma condições para diálogo. Saiba mais!
O presidente cubano, do Partido Comunista de Cuba, reiterou nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, declarações anteriores do Ministério das Relações Exteriores do país, expressando disposição para conversar com os Estados Unidos, mas com uma condição central: o governo dos EUA não tentaria interferir nos assuntos internos de Cuba ou minar sua soberania.
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A declaração foi feita durante uma entrevista televisionada de duas horas a jornalistas.
A situação diplomática se agrava em um contexto de crescente crise interna. O principal diplomata cubano nos EUA, Carlos Fernández de Cossio, mencionou que Cuba iniciou conversas com o governo do Partido Republicano, embora os detalhes dessas negociações ainda não tenham sido divulgados.
A pressão econômica dos EUA, com restrições ao fornecimento de petróleo e a imposição de tarifas sobre produtos importados, tem exacerbado a escassez de combustível e gerado impactos significativos na vida cotidiana dos cubanos.
O presidente Díaz-Canel informou sobre a implementação de um plano para enfrentar a escassez de combustível, uma resposta direta às medidas restritivas impostas pelos EUA. A situação se agravou na semana passada, com a declaração de tarifas sobre produtos de países que enviam petróleo para a ilha, elevando os preços de alimentos e transporte, e intensificando a escassez de combustível, com frequentes apagões, inclusive na capital Havana. “O bloqueio dos EUA afeta o transporte público, hospitais, escolas, a economia e o turismo”, afirmou Díaz-Canel durante a entrevista.
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“Como cultivamos nosso solo? Como nos locomovemos? Como mantemos nossas crianças nas aulas sem combustível?”, questionou o presidente, evidenciando a urgência da situação. Na noite de quarta-feira, 4 de fevereiro, a Reuters reportou uma falha em uma subestação que causou um apagão total em cinco províncias no leste de Cuba, ilustrando as dificuldades do governo em manter o fornecimento de energia com os recursos limitados e a infraestrutura em estado precário.
Dados apresentados pelo presidente indicaram que o país produz aproximadamente 1.000 megawatts a partir de painéis solares, representando 38% da produção diurna de energia, um investimento apoiado pela China nos últimos dois anos.
“Vamos tomar medidas que, embora não sejam permanentes, exigirão esforço. Algumas são restritivas, exigindo que ajustemos o consumo e promovamos economias. Há coisas que temos de parar, ou adiar, para continuar funcionando em áreas essenciais”, declarou o presidente, delineando o plano para aumentar a produção de energia solar e utilizar recursos renováveis para garantir eletricidade para serviços vitais, como hospitais, centros de cuidados para idosos e regiões isoladas.
Cuba também busca aumentar sua extração de petróleo bruto e capacidade de armazenamento para impulsionar a autossuficiência.
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