Presidente de Cuba denuncia ataque dos EUA à Venezuela e exige reação internacional. 32 cidadãos cubanos morreram em operação militar nos EUA e Venezuela.
O presidente de Cuba, em declaração oficial de 4 de janeiro de 2026, comunicou que 32 cidadãos cubanos perderam a vida em decorrência de uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela. A operação, que visava levar o presidente venezuelano Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) a Nova York, resultou em vítimas cubanas que atuavam em missões representando as Forças Armadas Revolucionárias e o Ministério do Interior, a pedido de seus homólogos no país vizinho.
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O governo cubano também anunciou um período de luto oficial de dois dias, nos dias 5 e 6 de janeiro, em homenagem às vítimas.
Os detalhes dos funerais ainda não foram divulgados. O comunicado oficial do governo cubano detalhou que os cidadãos cubanos demonstraram “dignidade e heroísmo” ao cumprir seus deveres em matéria de segurança e defesa, enfrentando a resistência dos atacantes e sofrendo baixas em combate direto ou em decorrência de bombardeios às instalações.
Em 3 de janeiro de 2026, o presidente de Cuba utilizou a plataforma X para expressar sua indignação diante da ofensiva norte-americana contra a Venezuela, exigindo uma reação urgente da comunidade internacional contra o que ele considerou um “criminoso ataque”.
O presidente cubano declarou: “Cuba denuncia e exige urgente reação da comunidade internacional contra o criminoso ataque dos EUA à Venezuela. Nossa zona de paz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o corajoso povo venezuelano e contra a nossa América.
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Pátria ou morte! Venceremos!”
Em 3 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, (Partido Republicano), anunciou, através da plataforma Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou e entregou o presidente Nicolás Maduro a autoridades americanas.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da 6ª feira (2.jan).
A operação foi realizada na madrugada de sábado (3.jan) e envolveu o deslocamento de 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos. Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana, para capturar Maduro.
A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.
Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Trump disse que isso é desnecessário. Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA.
A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso dos EUA. O secretário de Estado, , declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência. É incerto se houve mortos e feridos na ação. Até a publicação desta reportagem, autoridades venezuelanas não haviam divulgado números, mas afirmaram que civis morreram durante a operação.
Um oficial norte-americano disse que não houve baixas entre militares dos EUA. Não falou sobre eventuais mortes venezuelanas.
No início da tarde de sábado (3.jan), Trump anunciou a tomada temporária da administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.
Pela Constituição venezuelana, o poder deve ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA. Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump disse que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.
Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde de sábado (3.jan), Rodríguez classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país. A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível.
Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.
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