Cuba Aumenta Preparação Diante de Possível Ameaça Militar dos EUA
Apesar de considerar o cenário improvável, Cuba intensificou sua preparação para a possibilidade de um ataque militar dos Estados Unidos. A declaração foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, em resposta ao aumento da pressão exercida pelo presidente norte-americano, representante do Partido Republicano, sobre a ilha.
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A entrevista, exibida no domingo (22 de março de 2026) no programa, revelou a postura das Forças Armadas cubanas, que mantêm prontidão diante da atual conjuntura internacional.
“Seríamos Ingênuos se Não Estivéssemos Preparados”
Fernández de Cossío enfatizou que a preparação das forças armadas é uma medida necessária, dada a crescente instabilidade global. “Seríamos ingênuos se, considerando o que está acontecendo no mundo, não fizéssemos isso”, afirmou. A declaração reflete a preocupação com a escalada das tensões diplomáticas e a persistência de sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.
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Sanções e Crise Energética Agravam a Situação
O aumento da pressão americana se manifesta através de sanções ampliadas, que incluem um bloqueio efetivo ao fornecimento de combustível. Essa medida tem agravado a já preexistente crise energética e econômica na ilha, resultando em sucessivos apagões nas últimas semanas.
A situação complexa exige medidas urgentes para garantir o abastecimento e a estabilidade do país.
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Rejeição a Condições Políticas e Negociações em Andamento
Apesar da abertura recente de negociações com Washington, o governo cubano reafirma que não discute mudanças no regime político. Fernández de Cossío esclareceu que a natureza, a estrutura e os membros do governo cubano não fazem parte das discussões.
A posição é firme, buscando soluções para a crise econômica sem comprometer a soberania nacional.
Retórica Inflamatória e Tensão Diplomática
As declarações de Donald Trump, que intensificaram a retórica contra o governo cubano e afirmaram a intenção de assumir o controle do país, aumentaram as tensões diplomáticas. A situação exige cautela e diálogo para evitar escaladas e buscar soluções pacíficas para os desafios enfrentados por Cuba.
