CSN Busca Alívio com Novo Empréstimo, Mas Desafio da Dívida Persiste
O mercado financeiro avalia o recente empréstimo de US$ 1,4 bilhão anunciado pela CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) como um alívio imediato para a liquidez da empresa. No entanto, especialistas concordam que a operação não resolve o principal problema da companhia: a necessidade de reduzir significativamente sua dívida.
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Relatórios de casas como a InvestSmart XP e o Citi apontam que o empréstimo funciona como uma “ponte financeira”, permitindo à CSN superar um período de muitos pagamentos de dívidas, especialmente em 2026. A transação, com um prazo de cinco anos, será usada principalmente para renegociar dívidas existentes.
Para a InvestSmart XP, liderada por Rafael Bellas, o movimento “reforça a liquidez da companhia e cria uma ponte relevante para o refinanciamento de passivos”. A empresa ainda enfrenta uma alta alavancagem e pressão sobre seus resultados financeiros.
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O Citi considera a operação “em linha com as expectativas”, classificando as condições como construtivas, mas ressalta que o financiamento é apenas uma transição. O banco destaca que a CSN continua dependente da venda de ativos para fortalecer sua estrutura de capital.
O consenso entre os analistas é que a principal estratégia para reduzir a dívida é o plano de desinvestimentos da CSN. A empresa pretende levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões com a venda de participações em negócios como CSN Cimentos e CSN Infraestrutura.
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Essa movimentação é vista como essencial para diminuir a dívida líquida de forma mais significativa.
O Citi enfatiza que a venda do controle da unidade de cimento pode gerar uma “redução material da dívida líquida”, mesmo considerando a possível perda de receita (EBITDA). A expectativa é que a venda, que pode ser quase total, contribua significativamente para a redução da dívida após a aplicação dos recursos obtidos.
