Cristália Planeja Produção Nacional de Medicamento para Lesões na Medula
A farmacêutica Cristália anunciou que a Polilaminina, um medicamento promissor no tratamento de lesões na medula espinhal em humanos, poderá ser totalmente produzida no Brasil. A notícia surge após a aprovação judicial para a aplicação da substância em pacientes em situação de emergência, e a realização dos testes iniciais no início de janeiro.
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Segundo o laboratório, até o momento, 14 pedidos foram registrados, com nove aplicações já realizadas. Em todos os casos, a Cristália forneceu as doses sem cobrança do custo de produção. Essa iniciativa visa acelerar o acesso ao medicamento para pacientes em necessidade.
Fase Clínica e Produção Nacional
A Cristália detalhou que as doses que comporão a fase clínica inicial do estudo, além de futuras aplicações determinadas pela Justiça, serão produzidas no país. A produção se baseia na utilização de proteína extraída da placenta, com doações de amostras provenientes de hospitais em São Paulo.
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Polilaminina: Composição e Aplicação
A Polilaminina é derivada da laminina, uma proteína naturalmente presente em diversos animais, desempenhando um papel crucial na estrutura dos tecidos e na comunicação entre as células, especialmente no sistema nervoso. No estudo autorizado pela Anvisa, a laminina será utilizada em uma concentração de 100 microgramas por mililitro, em forma de solução injetável.
Antes da aplicação, a solução será misturada a um diluente específico, transformando-se na Polilaminina, também conhecida como laminina polimerizada. O procedimento de administração, realizado uma única vez diretamente na medula espinhal lesionada, é chamado de administração intramedular, consistindo na injeção do medicamento no local da lesão.
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Estudo da UFRJ e Perspectivas Futuras
A Polilaminina tem sido estudada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) há 20 anos. A expectativa da Cristália é que, após o registro na Anvisa, a produção seja expandida e mantida no Brasil.
