Crise Política no São Paulo Persiste Mesmo com Impeachment em Debate
Apesar da iminente votação que pode levar ao afastamento do presidente Julio Casares, a oposição do São Paulo mantém a posição de que a crise política do clube transcende a manutenção do atual mandatário no cargo. Marcelo Portugal Gouvêa, figura central no processo de impeachment em curso, declarou à CNN que a gestão de Casares enfrentará um cenário de ingovernabilidade já a partir de 2026, caso o quórum para o afastamento não seja atingido.
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Gouvêa enfatizou que a falta de apoio majoritário no Conselho Deliberativo comprometeria a capacidade de Casares de tomar decisões administrativas. Ele previu que a aprovação de contas, como a reunião programada para março, seria dificultada, assim como a validação de contratos e outras decisões cruciais para o clube.
“A governabilidade, do jeito que está, não resiste”, afirmou Gouvêa, indicando que a instabilidade política e administrativa continuaria a afetar o clube. A declaração reflete a percepção de que a situação atual é insustentável.
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A votação de sexta-feira (16) ocorrerá por sistema híbrido, com participação presencial e online dos conselheiros, após uma decisão liminar que flexibilizou as regras de quórum. Para o afastamento de Casares, são necessários votos favoráveis de dois terços do Conselho Deliberativo.
O processo de impeachment está baseado em denúncias relacionadas à venda irregular de ingressos de um camarote da diretoria em eventos no MorumBIS, além de investigações em andamento conduzidas pela Polícia Civil. Gouvêa ressaltou que o cenário político interno já demonstra desgaste, com interlocutores de Casares incentivando sua desistência.
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Segundo o opositor, a votação representa um ponto de inflexão institucional para o clube, independentemente do resultado final. Ele argumenta que o clube precisa iniciar a resolução de seus problemas de forma transparente e estruturada, ou continuará a enfrentar instabilidade política e administrativa.
