Mercado de petróleo em crise? EUA e Irã elevam risco e turbinam preços do barril de Brent! 🚨 A tensão geopolítica no Oriente Médio afeta o mercado global. Saiba mais!
A crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irã tem colocado o mercado de petróleo no centro das atenções geopolíticas globais. Apesar dos esforços da Casa Branca para aumentar a oferta internacional, incluindo a liberação de petróleo venezuelano, o mercado tem reagido principalmente ao risco de interrupções no Oriente Médio, especialmente com a possibilidade de restrições à navegação no Estreito de Ormuz, via crucial para cerca de 20% do petróleo mundial.
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Analistas apontam que o movimento recente nos preços do barril de Brent, que ultrapassou US$ 67 a US$ 70, reflete mais a incorporação de um “prêmio de risco” do que uma escassez imediata de oferta. Leonardo Andreoli, da Hike Capital, ressalta que o mercado já internalizou um risco relevante, mas ainda parcial.
A volatilidade é impulsionada principalmente pela geopolítica, enquanto os fundamentos, como estoques globais e decisões da Opep+, permanecem relativamente estáveis.
O analista destaca que a demanda por instrumentos de proteção contra alta nos preços indica a disposição dos investidores em pagar mais caro para se proteger de eventos extremos. Ele enfatiza que o “gatilho” para uma nova disparada seria a transição do risco retórico para o risco físico, como ataques a navios ou sanções que reduzam as exportações iranianas.
Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, lembra que episódios recentes, como o abate de um drone iraniano, já elevaram as cotações. Ele explica que o preço reage à percepção de risco de oferta, e não a uma interrupção efetiva. Para uma alta mais forte, seria necessária uma escalada que afetasse a produção ou a logística do petróleo.
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Para o Brasil, a situação apresenta efeitos ambíguos. O impacto mais imediato é no setor de combustíveis, especialmente no diesel, afetando fretes, alimentos e bens industriais. Mesmo quando o preço internacional cede, o repasse ao consumidor pode ser defasado ou inexistente, mantendo a sensibilidade do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O analista pondera que o aumento do risco inflacionário ocorre justamente quando o Banco Central busca consolidar a desinflação. Por outro lado, preços mais altos do petróleo elevam receitas de royalties e participações governamentais, além de favorecer empresas exportadoras do setor.
Dado que o Brasil é exportador líquido de óleo cru, o valor das exportações sobe, ajudando a balança comercial e, em alguns momentos, a estabilidade cambial.
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