Irã e EUA sob tensão! Conflito no Oriente Médio ameaça. Negociações falham e aumento da presença militar americana. Saiba mais!
A situação geopolítica no Oriente Médio se intensifica com uma escalada de tensão entre os Estados Unidos e o Irã. Nos últimos dias, a possibilidade de um conflito direto tem gerado grande preocupação na comunidade internacional. A principal causa dessa tensão reside no programa nuclear iraniano e no temor de que o país persa possa desenvolver armas nucleares.
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Em tentativas de evitar um confronto, representantes dos EUA e Irã se reuniram em negociações, mas sem alcançar resultados concretos. Na terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, as discussões não resultaram em avanços significativos. Paralelamente, Teerã participou de exercícios militares conjuntos com a Rússia, conforme informado pelo Ministério da Defesa russo, onde as equipes navais russa e iraniana sincronizaram suas ações para garantir a segurança da navegação civil.
Nos últimos dias, a força militar dos Estados Unidos no Oriente Médio aumentou significativamente. Mais de 150 voos militares de carga transportaram sistemas de armas e munições para a região. A partir da quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, 50 caças adicionais, incluindo modelos F-35, F-22 e F-16, foram deslocados para bases na região.
O contingente norte-americano inclui dois porta-aviões, 12 navios de guerra, centenas de aeronaves de combate e múltiplos sistemas de defesa aérea.
O Irã faz parte do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), que impede países signatários de buscar o desenvolvimento de armas nucleares. No entanto, a apreensão em torno do programa iraniano aumentou após os Estados Unidos, durante o primeiro mandato de Donald Trump, deixarem o acordo internacional firmado em 2015, que limitava o enriquecimento de urânio em troca da suspensão de sanções.
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Desde então, o Irã gradualmente suas atividades nucleares e passou a operar centrífugas mais avançadas, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A AIEA relata que o Irã enriquece urânio a níveis de até 60%, um patamar próximo do grau necessário para uso militar.
As avaliações internacionais indicam que o tempo estimado para obter material suficiente para uma arma nuclear (“breakout time”) caiu de cerca de 1 ano para semanas.
O professor de Relações Internacionais da ESPM, Gunther Rudzit, comentou que “isto torna qualquer possibilidade de preparar uma ação militar muito difícil”. O cenário amplia a preocupação de aliados dos EUA no Oriente Médio, especialmente Israel, que já expressou sua disposição de agir para impedir a capacidade nuclear militar iraniana.
Autoridades israelenses têm reiterado que não permitirão que o Irã desenvolva capacidade nuclear militar na região, citando o histórico de ameaças do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, que afirmou que Trump “deveria estar muito preocupado”.
Em resposta, o aiatolá fez ameaças contra embarcações militares norte-americanas.
A relação entre Irã e EUA se deteriorou após os bombardeios do governo norte-americano contra instalações nucleares iranianas em junho de 2025, durante o conflito de 12 dias entre Irã e Israel. Na ocasião, forças norte-americanas atingiram ao menos 2 locais ligados ao programa nuclear do país persa.
Desde então, as tensões têm sido ampliadas com trocas de ameaças entre autoridades de ambos os países.
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