Crise no Irã: Morte de Khamenei e Impacto Global em Transmissão Explosiva!

Operação ousada! Khamenei morto e crise global: especialistas analisam ataque a Irã. Trump e Netanyahu definem futuro do Oriente Médio. Saiba mais

01/03/2026 6:06

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A plume of smoke rises following a reported explosion in Tehran ...

Em uma transmissão ao vivo na Jovem Pan News, neste sábado (28), três especialistas em geopolítica e relações internacionais discutiram os eventos após a operação militar conduzida pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. A principal notícia era a confirmação da morte do líder supremo Ali Khamenei, anunciada pelo presidente Donald Trump.

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O coronel da reserva Paulo Filho, o comentarista Diego Tavares e o professor Niemeyer do Ibmec-RJ apresentaram uma análise complexa da situação, focando no potencial enfraquecimento do regime dos aiatolás, embora com pouca probabilidade de uma mudança imediata no governo.

Riscos e Ações Assimétricas

Os analistas alertaram para a possibilidade de a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) assumir o controle, considerando os riscos associados a ações assimétricas e ao terrorismo. O coronel Paulo Filho enfatizou que o objetivo do presidente Trump e do primeiro-ministro Netanyahu é a mudança do regime no Irã.

A eliminação de Khamenei, segundo o coronel, foi resultado de uma operação de inteligência extensa e bem-sucedida, com informações provenientes de fontes humanas dentro do governo iraniano.

Contra-Ataque e Resiliência

O coronel Paulo Filho destacou o inédito contra-ataque iraniano, que atingiu “praticamente todos os estados do Golfo”. Ele observou que o Irã demonstrou resiliência, mas enfrenta a “mais poderosa força armada da história”, os Estados Unidos, aliada a Israel.

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A situação, segundo o coronel, depende da capacidade do Irã de manter o esforço após os mais de 900 ataques americanos em um único dia.

Possíveis Consequências Globais

O coronel Paulo Filho expressou a preocupação com um possível recrudescimento de ações terroristas e de guerra híbrida em todo o mundo, considerando que Khamenei era o líder máximo do xiismo. “É possível sim que a gente possa vir assistir um recrudescimento de ações terroristas, não só na região, mas em todo o mundo”, afirmou.

Reflexões sobre o Conselho de Segurança da ONU

O advogado e comentarista político Diego Tavares classificou o dia como “histórico”, comemorando o enfraquecimento do regime. “O mundo torna-se um lugar melhor com o enfraquecimento do regime dos aiatolás e com a morte de Ali Khamenei. É impossível pensar o contrário.

São protagonistas de um regime autoritário que oprime mulheres, oprime minorias e persegue dissidentes”, declarou. Tavares também foi realista sobre a transição, citando o exemplo da Venezuela e prevendo que os americanos vão negociar com as estruturas já consolidadas, como a própria Guarda Revolucionária.

Necessidade de Reformas

O professor de relações internacionais José Niemeyer do Ibmec-RJ criticou a ineficiência do Conselho de Segurança da ONU, que se reuniu às pressas após os ataques. Ele lembrou que China e Rússia vetam qualquer moção contrária aos seus interesses, enquanto EUA, Reino Unido e França fazem o mesmo do outro lado. “É importante que a gente comece a pensar também que o Conselho de Segurança seja repensado.

Retirar o poder de veto, ter 11 membros e aprovar por maioria simples”, afirmou.

Sugestões para o Conselho

Niemeyer mencionou possíveis novos membros permanentes: Alemanha, Japão, Brasil, Nigéria, Indonésia e África do Sul. “Isso talvez seja um sonho numa noite de verão da minha parte”, reconheceu.

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