Crise no Irã ameaça déficit histórico de alumínio; o que esperar do mercado?

Crise no Irã ameaça déficit histórico de alumínio! Preços sob pressão e ataques afetam produção no Golfo. Saiba como isso impacta o mercado global!

20/04/2026 12:40

3 min

Crise no Irã ameaça déficit histórico de alumínio; o que esperar do mercado?
(Imagem de reprodução da internet).

Impacto da Crise no Irã: Alumínio em Risco de Déficit Histórico

O conflito no Irã transformou o cenário do alumínio, que antes apresentava um certo equilíbrio, em um choque de oferta significativo. Esse cenário já está pressionando os preços para níveis próximos a US$ 4.000 por tonelada, gerando impactos diretos sobre margens, custos e riscos em toda a cadeia produtiva.

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Analistas do JP Morgan apontam que o mercado pode enfrentar o maior déficit de alumínio desde o começo dos anos 2000. Trata-se de um aperto considerável, o mais forte em mais de duas décadas, e com potencial para se estender no tempo.

Ameaças Logísticas e Redução da Produção Regional

Como o alumínio é um material fundamental para setores vitais como o automotivo, a construção civil e a produção de embalagens, uma elevação prolongada dos custos tende a reacender pressões em toda a cadeia, segundo informações da Bloomberg.

Os ataques recentes afetaram a logística de matérias-primas essenciais. Além disso, houve ataques diretos a fundições localizadas nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein, causando quedas na capacidade produtiva.

Paralisações e Bloqueios Estratégicos

Uma das maiores plantas da região foi forçada a suspender totalmente suas operações após um ataque iraquiano no final de março. A previsão de retorno dessas atividades pode levar até um ano.

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Mesmo antes dos bombardeios, o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota crucial para cerca de um quinto do petróleo mundial, já estava tensionando o suprimento. Esse comprometimento da rota levou a cortes nos estoques de alumina, matéria-prima usada pelas fundições do Golfo.

Impacto nos Países do Golfo e Mercado Global

A situação se agravou com anúncios de redução de capacidade. Por exemplo, a Qatalum comunicou um corte de 40% na produção em 12 de março. Três dias depois, a Aluminium Bahrain reportou a diminuição de aproximadamente um quinto de sua capacidade instalada.

Os países do Conselho de Cooperação do Golfo — que incluem Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar e Omã — são responsáveis por mais de 6 milhões de toneladas de alumínio anualmente. A região exporta a maior parte do que produz.

Exposição da Europa e América do Norte

Cerca de 25% do alumínio importado pela União Europeia provém de nações do Golfo, o que deixa a Europa e a América do Norte vulneráveis a interrupções no fornecimento.

Os prêmios pela entrega física de alumínio processado, conhecido como *billet*, subiram mais de 90% na Europa nas seis semanas seguintes ao início dos confrontos, conforme dados do Fastmarkets.

Busca por Alternativas e Cenário de Escassez

O mercado de alumínio entrou em um estado de “spot”, condição em que o preço à vista ultrapassa o preço futuro, sinalizando que a demanda de curto prazo está superando a oferta disponível.

Fabricantes de autopeças em países como e entraram em negociações com um produtor russo de alumínio. O objetivo é assegurar o suprimento de ligas primárias de fundição, já que o Oriente Médio era o fornecedor principal.

A preocupação se estende além do setor automotivo, abrangendo o alumínio de alta pureza usado em aplicações militares, segundo dados divulgados pela Bloomberg. Em resposta, produtoras como a Alba já diminuíram a produção de alumínio de maior valor agregado, focando em produtos mais básicos para maior flexibilidade em tempos de incerteza.

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