Inadimplência em Crédito Livre Atinge Novo Máximo em Janeiro
A inadimplência em operações de crédito com recursos livres – aquelas em que os bancos e clientes negociam diretamente as condições – registrou um aumento significativo em janeiro, alcançando 5,5%. Essa é a maior taxa observada desde agosto de 2017, segundo dados divulgados pelo Banco Central.
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O índice havia ficado em 5,4% no mês anterior.
Em um ano, a alta acumulada foi de 1,1 ponto percentual. Esse cenário ainda é influenciado pelas taxas de juros elevadas, que o Banco Central manteve no início de 2026, após encerrar um ciclo de aperto monetário em julho. A Selic, a taxa básica de juros da economia, permanece no nível mais alto em quase duas décadas.
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Sinais de Estabilização no Mercado
O Banco Central sinalizou, em dezembro, que a inadimplência pode estabilizar ao longo de 2025, principalmente devido a mudanças nas regras de classificação de crédito. Além disso, o BC identificou indícios de desaceleração do indicador.
Redução na Concessão de Empréstimos
Em janeiro, a concessão de empréstimos caiu 18,9% em comparação com dezembro. Como resultado, o estoque total de crédito do sistema financeiro recuou 0,2%, atingindo R$ 7,116 trilhões.
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Diferenças entre Crédito Livre e Direcionado
Nas operações com recursos livres, as novas concessões diminuíram 17,2%. Em contraste, nos financiamentos com recursos direcionados – que seguem regras definidas pelo governo – a retração foi mais acentuada, atingindo 32,9%. A taxa de juros do crédito livre subiu para 47,8% ao ano, um aumento de 1,2 ponto percentual em relação ao mês anterior.
Já nos recursos direcionados, os juros ficaram em 11,6% ao ano, um avanço de 0,2 ponto. O spread bancário – a diferença entre o custo de captação das instituições e a taxa final cobrada dos clientes – também aumentou, alcançando 34,3 pontos percentuais nas operações com recursos livres, ante 33,0 pontos em dezembro.
