Crise hídrica no Sistema Cantareira atinge 19,4% de reservatório! Níveis críticos afetam Grande São Paulo. Morador relata dificuldades. Saiba mais!
O Sistema Cantareira, um dos principais responsáveis pelo abastecimento de água na Grande São Paulo, encontra-se em cenário crítico. Dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) revelam que o volume útil reservado atingiu apenas 19,4% nesta quinta-feira (15), um declínio significativo em relação ao mesmo período do ano passado, quando o nível era de 50,3%.
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A escassez hídrica é agravada por chuvas irregulares, ondas de calor e o aumento no consumo de água.
Para mitigar a situação, a Sabesp tem implementado a redução da pressão da rede à noite, o que tem gerado reclamações de moradores em diversos bairros. Guilherme Lessa Villela, empreendedor de 44 anos que reside na Lapa, zona oeste de São Paulo, relata: “Não consigo tomar banho”.
A companhia destaca que áreas de maior altitude ou distantes do reservatório podem ser mais afetadas pela medida.
O Cantareira e o Alto Tietê são os principais sistemas que atendem a região metropolitana de São Paulo, com maior capacidade de armazenamento. Ambos têm apresentado queda no volume desde abril do ano passado. A Sabesp monitora diariamente os níveis dos reservatórios, em conjunto com a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).
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A Sabesp utiliza um sistema de sete faixas de monitoramento para determinar a intensidade das medidas de restrição. A faixa atual, 4, prevê a redução da pressão por 12 horas, mas pode aumentar para 14 ou 16 horas em faixas mais críticas. As faixas 1 a 3 focam na prevenção, consumo racional e combate a perdas.
As faixas 1 e 2 estabelecem o Regime Diferenciado de Abastecimento (RDA) e a gestão de demanda noturna, respectivamente. Nas faixas 4, 5 e 6, as medidas são de contingência controlada.
Na faixa 7, o cenário mais grave inclui o rodízio de abastecimento entre regiões, com fornecimento de caminhões-pipa para serviços essenciais. O Cantareira, composto por cinco reservatórios interligados, é fundamental para o abastecimento da região metropolitana, mas sua capacidade está em declínio.
Desde 2018, a interligação entre a represa Jaguari e a represa Atibainha buscou ampliar a segurança hídrica.
O sistema Cantareira, que abastece cerca de metade da população da região metropolitana de São Paulo, possui um volume morto. A gestão do Cantareira envolve a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), devido à sua localização em rios que não pertencem exclusivamente a São Paulo.
O monitoramento do Cantareira utiliza um critério diferente, com cinco faixas de monitoramento, que variam de normal a especial, dependendo do volume acumulado.
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